Sessão desta noite deve votar comissão processante para abertura de processo de impeachment contra o prefeito acusado de corrupção

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Prefeito de Campinas Hélio Oliveira Santos (PDT)em entrevista coletiva sobre acusações de corrupção
AE
Prefeito de Campinas Hélio Oliveira Santos (PDT)em entrevista coletiva sobre acusações de corrupção
Cerca de mil pessoas não puderam entrar nesta segunda-feira no plenário da Câmara de Vereadores de Campinas, interior de São Paulo, que estava com todos os seus 570 lugares ocupados, segundo a Guarda Municipal, para a sessão desta noite, em que deve ser votada a formação de uma comissão processante para a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Manifestantes vestidos de palhaços, estudantes e funcionários públicos, entre outras pessoas protestavam dentro e fora da Casa. Elas pedem o impeachment do Dr. Hélio.

A sessão começou às 18h30 para a votação da pauta do dia e, em seguida, deveria ser colocado em apreciação o pedido de investigação da administração do prefeito Dr. Hélio.

Uma rua paralela à Avenida da Saudade, onde fica a Câmara, foi fechada e todos os locais para estacionamento, ocupados. Um telão foi instalado para a transmissão da sessão. Duzentas cadeiras foram colocadas na rua, assim como o telão, para que as pessoas assistissem à sessão. A Guarda Municipal reforçou a segurança para evitar a invasão da Câmara por funcionários públicos em greve, que queriam acompanhar os trabalhos dentro da Casa.

Alguns vereadores se adiantaram, se colocando a favor ou contra. A Camara Municipal é composta de 33 vereadores e a grande maioria integra a base do governo do Dr. Hélio, que tem apoio do PDT, PCdoB, PT, PMDB, PSD, PPS, PTB, PRP e PSC. A oposição é composta por PSDB e DEM. A previsão é que os trabalhos se estendam até por volta das 22 horas.

O prefeito classificou de "arbitrária, golpe político e execração pública" as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP-SP) e da Polícia Civil que culminaram na prisão preventiva de onze pessoas, entre elas agentes públicos de sua administração e empresários ligados a empresas de prestação de serviço, na última sexta-feira (20). Ele afirmou ainda que vai manter sua mulher, Rosely Nassim Santos Jorge, no cargo de chefe do gabinete da Prefeitura. Ela tem habeas corpus preventivo, por isso não foi presa.

De 20 mandados de prisão, nove pessoas não foram localizadas e são consideradas foragidas, entre elas o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), o secretário de segurança Carlos Henrique Pinto e o da comunicação Francisco de Lagos. O prefeito anunciou que os dois secretários foram afastados dos cargos e que o vice-prefeito Vilagra deixou a presidência do CEASA (Centrais de Abastecimentos S/A). O vice-prefeito informou por assessoria que está na Espanha e tem retorno previsto para amanhã.

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