Propaganda tucana na TV fica sem Serra e sem Aécio

Para evitar conflitos internos, comando nacional do PSDB decidiu que nem Aécio Neves nem José Serra serão protagonistas

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Para evitar uma nova rodada de conflitos internos , o comando nacional do PSDB decidiu que nem Aécio Neves (MG) nem José Serra (SP) serão protagonistas nas inserções partidárias de 30 segundos que o partido veiculará em cadeia nacional de rádio e televisão em novembro. Estão sendo preparados cerca de 35 filmetes.

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Há um ano, Serra e Aécio procuravam demonstrar unidade (27/5)
A briga entre Aécio e Serra, com disputa por espaço no último programa partidário, provocou desgaste entre dirigentes e explicitou, mais uma vez, a falta de unidade da legenda para o projeto presidencial de 2014. As inserções, segundo dirigentes do partido envolvidos nas negociações sobre o formato e conteúdo das peças, terão foco em três linhas de ação já exploradas no programa partidário que foi ao ar no último dia 13.

A primeira é reforçar realizações do partido e o legado de Fernando Henrique Cardoso , com destaque para o Plano Real e o controle da inflação, a privatização das telecomunicações e a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal. A segunda é ressaltar ações dos governos estaduais do PSDB, cuja média de avaliação é positiva. Por último, o partido adotará o discurso de oposição ao atual governo, explorando as recentes crises de corrupção que abateram ministros.

Ainda que nem Aécio Neves nem José Serra tenham sido convocados a estrelar os comerciais, o mineiro certamente terá seus minutos de fama quando o partido abordar as gestões estaduais do PSDB. Aécio deixou o governo de Minas com uma das melhores avaliações do País, aprovado por mais de 70% da população.

O PSDB encomendou pesquisas qualitativas para formular uma nova ação de marketing e surpreendeu-se com algumas constatações. A principal delas é que o eleitor tem pouco conhecimento do comportamento do partido na esfera estadual, apesar de as administrações tucanas serem bem aceitas pela população local.

Outra revelação da pesquisa é que o partido não conseguiu fixar na cabeça do eleitorado uma linha histórica das realizações políticas do governo Fernando Henrique Cardoso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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