"Prisão foi desnecessária", diz advogado de Marcos Valério

Defesa alega que Marcos Valério nunca foi procurado para depor sobre suspeita de grilagem e disse que pedirá habeas corpus

Thiago Guimarães, iG Bahia, e Daniel Aderaldo, iG Ceará |

A defesa de Marcos Valério Fernandes de Souza disse que a prisão preventiva do empresário no início da manhã desta sexta-feira (2), em Belo Horizonte, foi desnecessária. O advogado Marcelo Leonardo informou que está estudando os autos da investigação da Polícia Civil da Bahia para entrar com um pedido de habeas corpus.

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“Marcos Valério já recebeu e atendeu inúmeras intimações e todas as vezes que foi procurado prestou declarações”, disse o advogado ao iG . Para a defesa, tendo em vista a disposição de seu cliente em atender tanto à Justiça quanto à polícia, essa é uma demonstração de que a “prisão preventiva era desnecessária”.

AE
O publicitário Marcos Valério, depois de ser preso na madrugada desta sexta-feira na Operação Terra do Nunca
Marcelo Leonardo alegou ainda que Marcos Valério nunca foi procurado “em relação a esse inquérito policial” e que a equipe do escritório de advocacia teve acesso a uma informação de que o parecer de um promotor não era integralmente favorável às prisões”. “Ele era contrário à decretação da prisão de duas pessoas, entre as quatro presas. Demonstra uma divergência no seio da própria comarca”, assinalou.

Marcos Valério e três sócios na empresa DNA Propaganda são suspeitos de fraude em registros públicos de imóveis localizados no interior baiano usados para conseguir empréstimos. Os quatro foram detidos às 6 horas, em Belo Horizonte, na operação "Terra do Nunca", da Polícia Civil da Bahia.

Às 12h30 eles deixaram a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio na capital mineira e às 13h30 embarcaram em uma aeronave do governo da Bahia no Aeroporto da Pampulha, com destino à Salvador, onde chegaram por volta das 16 horas.

Os quatro foram ouvidos pela promotoria da Bahia no prédio da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil (COE), que fica no aeroporto onde desembarcaram. Em seguida, eles foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), para a realização de exames de corpo e delito e depois para a carceragem da Polinter, no Complexo dos Barris, em Salvador, onde ficarão a disposição da Justiça baiana.

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