Presidentes do PT e PMDB avaliam alianças municipais

Acordo é costurado para o segundo turno, já que ambos os partidos pretendem ter candidaturas próprias em São Paulo

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O PT e o PMDB estão montando palanques próprios para disputar a Prefeitura de São Paulo e dão como certo que enfrentarão o ex-governador tucano José Serra . Esse cenário foi discutido durante almoço dos presidentes dos dois partidos, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP) e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), para tratar das eleições municipais. Eles já começaram a costurar uma parceria no segundo turno da briga paulistana. "É importante termos isto desde já, para ninguém dar caneladas no primeiro turno", defendeu Rui Falcão, preocupado em preservar a boa relação das duas legendas durante a campanha.

Convencido de que a parceria no segundo turno passa por uma campanha sem ataques pessoais na primeira rodada, o petista distribuiu elogios ao pré-candidato do PMDB em São Paulo, deputado Gabriel Chalita, que poderá enfrentar a senadora Marta Suplicy (PT-SP). "Nos entendemos muito bem com Chalita e, se ele for candidato a prefeito, será uma campanha de alto nível", disse Falcão. Ao destacar que o parlamentar só se filiará ao PMDB no dia 4 de junho, lembrou que Chalita, ainda no PSB, "ajudou muito" a presidenta Dilma Rousseff na campanha presidencial em São Paulo. "Dependendo do quadro, poderemos ter PT e PMDB no segundo turno da capital", previu o petista.

Embora haja fartura de nomes no PT paulista para disputar a prefeitura da capital, Falcão admitiu ao senador Raupp que Marta é quem mais tem se movimentado para consolidar seu nome e obteve avanços. Ele negou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha preferência pela pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Também contestou a tese sobre a existência de um certo cansaço do eleitorado em relação às candidaturas de Marta e do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), que foi derrotado na briga pelo governo paulista. "O Aloizio nunca disputou a eleição na capital", lembrou Falcão.

O almoço foi apenas o primeiro de uma série de encontros que os dois presidentes querem agendar para articular os palanques municipais. O próximo ainda não tem data marcada, mas ficou acertado que será em São Paulo. Assim como Raupp, que visita Estados costurando acertos municipais há dois meses, Falcão quer iniciar seu giro pelo País nos próximos dias.

Pré-candidato à prefeitura de Belo Horizonte, o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que casualmente almoçava no mesmo restaurante, aproveitou a oportunidade para apresentar uma proposta de aliança. Ele sugeriu que o PT mineiro indique o candidato a vice-prefeito do PMDB e, em troca, ganhe o apoio do partido à candidatura a governador de Minas Gerais do atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT-MG). Hoje, o PT ocupa a vice-prefeitura de Márcio Lacerda (PSB-MG) e ainda não decidiu se apoiará a reeleição do socialista ou lançará candidato próprio.

A ideia geral é manter as parcerias como prioritárias. Em cidades em que as alianças já estiverem consolidadas, as duas legendas seguirão juntas, sobretudo nos casos em que os prefeitos possam disputar a reeleição. O exemplo citado foi o de Goiânia, onde o prefeito Paulo Garcia (PT-GO), que assumiu quando o peemedebista Iris Rezende deixou o posto para concorrer ao governo estadual, pleiteia a reeleição.

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