Se aprovado o regime hoje, texto vai a votação amanhã, mas três partidos ameaçam obstruir o pedido de urgência

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, afirmou hoje que ainda nesta noite será apreciada pelo plenário a adoção de regime de urgência para votação do Código Florestal. Se aprovado, o texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) deverá ser votado amanhã na casa.

Neste momento, o deputado está em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, onde deve aceitar a retirada de pelo menos dois pontos do seu texto, para obter a aprovação do governo para o seu relatório.

Ainda assim, parte da base do governo quer mais tempo para discussão. O líder do Partido Verde (PV), deputado Sarney Filho (MA), afirmou que o seu partido, com apoio do PSOL, do PSB e até de parte do PT tentarão obstruir a adoção do regime de urgência. O grupo quer que mais discussões sobre o tema e propõem a votação na semana que vem. “O tempo joga a favor do aperfeiçoamento do texto.”

Para Maia, porém, mais tempo não deve alterar significativamente o conteúdo do relatório. “Prorrogar para a semana que vem não vai alterar significativamente o texto.”

Sarney Filho apontou que são 13 os pontos críticos do texto. Eles foram apresentados pela ex-senadora pelo Acre, Marina Silva, a Palocci na tarde de hoje. Segundo ela, o ministro também não aprova integralmente o texto de Rebelo.

Ruralistas com emendas prontas

Articuladores políticos da Câmara garantem que os ruralistas, que vinham tendo seus pleitos acatados por Rebelo e tiveram as perdas mais significativas nos últimos dias, têm prontas emendas para apresentar na votação.

Eles devem apresentar para o plenário textos similares aos retirados do texto oficial. Se isso ocorrer, a votação poderá se estender significativamente. Para Sarney Filho, um simples ponto, como considerar a área plantada como irretocável “pode jogar tudo (as conquistas do setor ambiental) abaixo”.

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