Testemunhas de inquérito sobre compra de votos dizem ter sido ameaçadas. Vilma foi vaiada no palco ao lado de Lula, na quinta

A presidente da Câmara de Vereadores do município de Angra dos Reis, no sul fluminense, a vereadora Vilma dos Santos, foi presa nesta sexta-feira pela Polícia Federal, suspeita de coação de testemunhas. Nesta quinta, um dia antes de ser presa, Vilma foi vaiada ao ser anunciada no palco, em cerimônia do batismo da plataforma P-57, da Petrobras.

O advogado Marcos Ubiraci também foi detido. A ordem foi determinada em 1º de outubro pela juíza da 147ª zona eleitoral, Juliana Bessa Ferraz Krykhtine.

Em depoimento, testemunhas de um inquérito que apura compra e venda de votos disseram que sofreram ameaças de Vilma dos Santos e Marcos Ubiraci. O Ministério Público Eleitoral pediu então a prisão dos acusados.

Vilma não foi detida antes porque se candidatou a deputada estadual. A legislação permite que, no período eleitoral, prisões só sejam realizadas em flagrante delito. O benefício da lei valia até as 17h de 5 de outubro, mas e não se estendia ao advogado. Porém, a PF optou por detê-los em conjunto.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, fiscais haviam fechado o gabinete da vereadora que serviria de fachada para um centro social, onde ela é suspeita de compra e venda de votos.

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