Além disso, Mahmoud Abbas lança a pedra fundamental da futura Embaixada da Palestina no Brasil

Um mês depois de o governo do Brasil reconhecer o Estado Palestino com fronteiras existentes desde 1967 , o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, desembarcou em Brasília. Ele chegou nesta quinta-feira (30) por volta das 4 horas à cidade para participar das cerimônias de posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff . Abbas lança nesta sexta-feira (31) a pedra fundamental da futura Embaixada da Palestina no Brasil.

“Ele (Abbas) vem participar (da posse) e agradecer pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler Celso Amorim todo o apoio prestado durante os últimos dez anos”, afirmou à Agência Brasil o embaixador-chefe da delegação especial da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben.

No último dia 3, governo brasileiro reconheceu o Estado Palestino com fronteiras existentes em 1967. A declaração foi feita por meio de carta enviada por Lula a Abbas. Segundo o Itamaraty, o Brasil já havia apoiado a formação de um Estado palestino nos territórios pré-1967 em uma votação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1988.

Nos últimos anos, o Brasil intensificou o relacionamento com a Palestina. Em 2004, foi aberto um escritório de representação em Ramalah. Abbas veio ao Brasil em duas ocasiões e Lula esteve nos territórios palestinos ocupados em março deste ano.

Mais de 100 países reconhecem o Estado Palestino. Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel – como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros – reconhecem o Estado Palestino.

Ainda não há confirmação de um encontro particular de Abbas com o presidente Lula e Dilma. Além do presidente da Autoridade Nacional Palestina, cerca de 50 autoridades internacionais comparecerão à cerimônia de posse da presidenta no dia 1° de janeiro. A lista de convidados inclui os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, assim como o príncipe Felipe da Espanha.

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