Prefeita de Jandira quer 'concluir o mandato viva'

Após o assassinato de Braz Paschoalin, médica assume administração municipal protegida por dois guarda-costas

Agência Estado |

A médica Anabel Sabatine (PSDB) assumiu ontem a Prefeitura de Jandira, na Grande São Paulo, protegida por dois guarda-costas. Ela disse que está com medo de ter o mesmo fim de seu antecessor, o tucano Braz Paschoalin, executado a tiros de grosso calibre às 7h55 de sexta-feira.

"Eu espero concluir o meu mandato viva", afirmo, após reunião com vereadores e parte do secretariado municipal. Além da escolta armada, ela decidiu usar carro blindado. Anabel foi eleita vice-prefeita na chapa de Paschoalin, em 2008, mas rompeu com o tucano ao descobrir supostas irregularidades na compra de R$ 1,5 milhão em remédios para a rede pública e, depois disso, deixar o cargo de secretária municipal de Saúde. Ela fez denúncia ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público.

"Eu tinha divergências administrativas com o prefeito, não pessoais", afirma. "Disse a ele que voltaria à secretaria se as coisas fossem esclarecidas. Quero ajudar a limpar Jandira. Vou verificar todos os contratos. As coisas boas serão mantidas. Tenho receio, mas vou em frente. Seria leviano de minha parte dizer que o motivo da morte tem origem aqui dentro da prefeitura."

Quatro suspeitos foram capturados horas depois do fuzilamento de Paschoalin - os legistas contaram 11 furos de bala em seu corpo. Uma suspeita da polícia é que a emboscada teria relação com suposto mensalinho na Câmara de Jandira.

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