"Daqui para a frente, deixa-se livre quem tem mais afinidade com a matéria", afirma Blairo Maggi

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Ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento fala na tribuna do Senado sobre as denúncias de corrupção na pasta
Agência Brasil
Ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento fala na tribuna do Senado sobre as denúncias de corrupção na pasta
Os sete senadores do PR deixaram o bloco que formavam conjuntamente com o PT, PSB, PC do B, PRB e PDT, no Senado. A saída é uma forma de protesto em relação ao tratamento recebido por parte do governo em relação ao escândalo no Ministério dos Transportes , mas não representa o abandono da base aliada. O partido afirma que não fará oposição ao governo.

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O senador Blairo Maggi (PR-MT) informou que a bancada acertará amanhã o comportamento que adotará daqui para a frente. "Como a gente não tem mais o Ministério dos Transportes, não tem mais obrigação nenhuma com a condução do ministério, queremos deixar bem claro que isso não nos pertence, então não temos responsabilidade sobre isso", alegou.

Maggi disse que Senado e Câmara vão tentar adotar um comportamento uniforme em relação ao governo. Ou seja, o de continuar apoiando as iniciativas da presidenta Dilma Rousseff , mas com liberdade na hora de votar, sem ter mais que endossar a decisão fechada do partido.

"Quando se está no bloco, está fechado com o governo. Pelo menos com o PR era assim. Votava-se em bloco, que sempre foi o partido mais fiel", alegou. "Daqui para a frente, deixa-se livre quem tem mais afinidade com a matéria, como têm partidos que fazem assim", defendeu. Blairo Maggi disse ter recebido do líder Magno Malta (ES) a informação de que tinha o apoio de outros senadores.

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