PPS pede investigação sobre uso indevido da Polícia Legislativa

Partido quer que a Corregedoria da Câmara apure a denúncia de que Marco Maia teria usado órgão para pressionar trabalhadores

iG São Paulo |

O PPS ingressou nesta segunda-feira com representação na Corregedoria da Câmara pedindo que o órgão apure a denúncia de que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), teria ordenado à Polícia Legislativa que inquiririsse um grupo de trabalhadores sem-terra e líderes comunitários.

Divulgação
Deputados Rubens Bueno e Stepan Nercessian protocolaram pedido de investigação na Corregedoria
De acordo com reportagem da revista Veja , o sem-terra Francisco Manoel do Carmo, o lavador de carros Edmilson Almeida Lopes e o vigilante Paulo Batista dos Santos, que acusam o deputado Policarpo (PT-DF) de compra de votos na disputa de 2010, foram intimidados pela Polícia Legislativa.

Para o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), se comprovada, a situação configuraria desvio de função da Polícia Legislativa. “Não é função da Polícia Legislativa atuar em casos como esse. Se há denúncia de chantagem, o presidente Marco Maia e o próprio deputado Policarpo deveriam ter feito um pedido de investigação ao Ministério Público ou à Polícia Federal, que já vem acompanhando esse processo. Usar a Polícia Legislativa pode configurar abuso de poder e aparelhamento político”, afirmou.

“Se abre aí um clima de desconfiança dentro da Casa. O PT estaria transformando a Polícia Legislativa numa central de arapongas? Quem garante que nós, deputados da oposição e até base do governo, não poderíamos estar sendo alvo de investigações clandestinas da Polícia Legislativa. A Corregedoria precisa investigar isso a fundo para dar tranquilidade aos parlamentares ”, diz Rubens Bueno.

Se considerar que houve abuso de poder e quebra de decoro, a Corregedoria pode enviar o caso para o Conselho de Ética. O PPS também estuda tomar medidas judiciais, de acordo com nota divulgada pela legenda.

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