Para atrair aliados de Marina Silva, sigla diz que abre mão de ter Soninha como cabeça da chapa na capital paulista

Soninha durante a inauguração da Ciclovia Marginal Pinheiros, em fevereiro de 2010
AE
Soninha durante a inauguração da Ciclovia Marginal Pinheiros, em fevereiro de 2010
O diretório do PPS em São Paulo sinalizou que pode abrir mão de lançar a ex-vereadora e apresentadora Soninha Francine (PPS) como candidata à prefeitura da capital e oferecer a cabeça da chapa para os aliados da ex-senadora Marina Silva, caso eles se filiem ao partido.

Nesse cenário, a ex-parlamentar, que dirige a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), ficaria com a vaga de vice na chapa. "Se for a Soninha a candidata, como foi em 2008, será porque provamos que se trata de uma construção coletiva, muito maior que um desejo individual ou partidário. Se o candidato for o [Ricardo] Young será porque o Movimento pela Nova Política demonstrou - como imaginamos ser possível - maior poder de aglutinação e potencial de crescimento, agregando apoios importantes na sociedade, que não teríamos sem essa condição", afirma e-mail divulgado no blog do PPS nesta quarta-feira.

Os "marineiros", como se autodenomina o grupo que acompanhou a ex-senadora, conversam com PPS e PHS para lançar candidato a prefeito de São Paulo em 2012, mas estão sem partido desde que saíram o PV em julho depois de desentendimentos internos. O empresário Ricardo Young teve quatro milhões de votos na eleição para o Senado no ano passado e quer encabeçar a chapa, mesmo desejo de Soninha, que já teve a pré-candidatura lançada oficialmente pelo PPS. A disputa entre Soninha e Young tem impedido, pelo menos por enquanto, a filiação dos aliados de Marina ao partido, o que tem de ocorrer até 7 de outubro para que eles possam concorrer na eleição. (Raphael Di Cunto | Valor)

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