Após brigas para tirar Negromonte da pasta, grupos diferentes da sigla resolveram se juntar para apoiar líder como novo ministro

Líder do PP é mais cotado para Cidades
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Líder do PP é mais cotado para Cidades
O PP resolveu se entender para emplacar o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que está em seu primeiro mandato, como novo ministro das Cidades. Nesta quinta-feira, o atual ministro Mário Negromonte entregará formalmente o cargo que ocupava desde janeiro de 2011.

Amanhã, depois da conversa com Negromonte, Dilma deve se reunir com Aguinaldo e o presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ). Este último, torcia pela volta do ex-ministro Márcio Fortes para a pasta das Cidades. Fortes, no entanto, não tem o apoio da bancanda e Dilma não gostaria de tirá-lo da presidência da Autoridade Pública Olímpica.

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Entre palacianos, Aguinaldo sempre foi o nome favorito mesmo quando ele apresentou uma lista de cinco opções para substituir Negromonte - como a reportagem do iG antecipou no último dia 19 de janeiro .

Pesa a seu favor, sobretudo, o fato de ter unido a bancada em torno de si no fim do ano passado.  Aguinaldo conseguiu pacificar os ânimos após a saída traumática da liderança Nelson Meurer (PR) em agosto do ano passado. O episódio deixou claro o desgaste de Negromonte com a bancada, já que Meurer havia sido colocado no posto pelo ministro.

Negromonte tentou promover a volta de Meurer ao posto. Acabou vencido, já que Aguinaldo conseguiu conquistar o apoio do Senado também. O principal articulador do seu nome na bancada foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Secretaria-Executiva

Apesar da possibilidade de ficar com a vaga de ministro das Cidades, o PP não deve manter os cargos estratégicos no segundo escalão. A começar pela secretaria-executiva. O Palácio do Planalto vai querer um nome de confiança, como já fez nos ministérios da Previdência e do Turismo - ambos do PMDB.

Segundo palacianos, além da questão política, o que mais influiu na decisão de trocar Negromonte foi a sua má gestão no ministério. Para Dilma, ele não conseguiu impor projetos e teve dificuldades em executar o Orçamento da pasta, como no caso de recursos para obras de prevenção contra chuvas.

No fim do ano passado, Negromonte foi alvo de denúncias na imprensa. A mais grave referiu-se a uma suposta fraude na licitação de um obra de mobilidade urbana em Cuiabá. Nada foi provado. No caso específico, ele sempre contou com o apoio do Planalto.

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