PP quer mudar ministro das Cidades, mas sem perder a Pasta

Presidente do partido reuniu-se ontem com José Eduardo Dutra; PP também quer manter diretoria da Petrobras

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O PP pediu a cabeça do ministro das Cidades, Márcio Fortes, indicado para o cargo há quase cinco anos pelo próprio partido. A sigla, no entanto, tenta manter a pasta sob seu comando no futuro governo Dilma Rousseff e quer indicar um integrante da bancada na Câmara para o nome do novo ministro.

O presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), o deputado Mário Negromonte (BA) reuniram-se na terça-feira com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, atual coordenador político da equipe de transição. Além do Ministério das Cidades, o PP quer manter a diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Márcio Fortes foi indicado ministro em 2005 pelo então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PE). Ele, no entanto, nunca foi unanimidade entre os deputados do PP. Do começo do ano para cá, a insatisfação aumentou e os deputados passaram a pressionar pela saída de Fortes da pasta.

Bem avaliado por Dilma e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fortes conseguiu se segurar no cargo apesar da pressão dos deputados. Dornelles também atuou para defender a manutenção do ministro. Após as eleições, contudo, a pressão passou a ser insustentável. Por isso, o próprio Dornelles decidiu abri mão.

Em troca, o presidente do PP se tornará o principal fiador da manutenção de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras. O deputado Negromonte é o mais cotado para substituir Fortes nas Cidades. Ao contrário do restante da bancada, ele sempre defendeu a aliança com Dilma ainda no primeiro turno. O PP acabou ficando neutro na disputa.

Apesar do esforço do PP, o partido corre risco de perder o ministério das Cidades. É forte a pressão do PT para retomar o comando da pasta. Entre 2003 e 2005, ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra (PT) foi quem esteve à frente do ministério. A pasta acabou nas mãos do PP depois que Severino elegeu-se presidente da Câmara.

Agora, dois nomes do PT aparecem com chance para retomar o ministério: a senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) e o deputado federal eleito e ex-prefeito de Diadema José di Filippi Jr. Esse último é o favorito. Ele foi coordenador financeiro das últimas campanhas presidenciais, de Lula, em 2006, e de Dilma, em 2010.

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