"Polícia Federal extrapolou", diz presidente da Câmara ao iG

Marco Maia critica operação da PF no Ministério do Turismo, nega desentendimentos com Dilma e fala de provável sucessor

Tales Faria e Adriano Ceolin, iG Brasília |

Em entrevista exclusiva ao iG , o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que “a Polícia Federal extrapolou” nas medidas tomadas na Operação Voucher que prendeu 38 envolvidas num esquema de corrupção no Ministério do Turismo (leia mais aqui ). Entre elas indicados pelo PT e PMDB. “Não é de hoje que nós temos observado algumas extrapolações da Polícia Federal. Neste caso específico, na minha avaliação e compreensão também houve”, afirmou.

Maia recebeu a reportagem no gabinete da Presidência da Câmara. Além de criticar a ação da PF, ele falou sobre a sua relação com a presidenta Dilma Rousseff , que chegou a ser tumultuada no começo do ano. Apesar de Dilma ser mineira, ele e ela construíram suas carreiras políticas no Rio Grande do Sul. Ele disse ter ótima relação com a presidenta, mas reconheceu: “Gaúcho é meio faca na bota.”

O presidente da Câmara também falou da sua sucessão na Casa. Ele ressaltou que ainda tem um ano e meio de mandato – até fevereiro de 2013. Porém, reconheceu que deverá ser mantido o acordo com o PMDB, feito ainda em 2007, de que haveria um revezamento entre PT e PMDB no comando da Câmara. Ele elogiou o provável sucessor, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Na última semana, Alves cobrou de Maia a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que cria um piso salarial para policiais militares, e a emenda 29, que discrimina e determina recursos específicos do Orçamento para a área de saúde. Segundo disse o presidente da Câmara, as duas votações não deverão ocorrer no curto prazo.

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