Polícia explica como funcionava esquema no Turismo

Empresas-fantasma eram usadas para vencer licitações e dinheiro para convênios desviado

Severino Motta, iG Brasília |

O diretor-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso, disse hoje que o Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) usou empresas de fachada e de propriedade de membros do grupo para direcionar licitações do Ministério do Turismo e firmar convênio em que recursos eram desviados. De acordo com ele, foi com o uso deste mecanismo que dinheiro teria chegado às mãos do secretário-executivo do Turismo, Frederico da Silva Costa, e do ex-presidente da Embratur Mário Moyses. Os dois foram presos nesta manhã após a operação Voucher ser deflagrada.

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O secretário-executivo Frederico Silva da Costa, preso na operação da PF
Perguntado sobre como o dinheiro desviado retornava para Frederico da Silva e Mário Moyses, Tarso respondeu o seguinte: O que sabemos é que o dinheiro chegou às mãos deles através desse esquema".

Em entrevista coletiva realizada nesta tarde, o diretor-executivo ainda comentou que o convênio previa a qualificação de 1,9 mil profissionais do turismo e que cerca de dois terços dos R$ 4,4 milhões do programa podem ter sido desviados para o esquema.

Até o momento, dos 38 mandados de prisão, 36 foram cumpridos. A expectativa é que as investigações se encerrem em duas semanas. O diretor-executivo da PF também disse que não há indícios de envolvimento de parlamentares no esquema, nem mesmo de Fátima Peláes (PMDB-AP), autora de uma das emendas que destinou recursos ao Ibrasi.

Durante a operação ainda foram apreendidos documentos e mídias eletrônicas. A Polícia também encontrou R$ 610 mil na residência do diretor da Ibrasi, Luiz Gustavo Machado,  que foi um dos presos nesta manhã. A suspeita é de que o dinheiro faça parte dos recursos desviados pelo esquema.

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