PMDB tenta retomar com Ideli indicações no segundo escalão

Partido vai ajudar ministra a resgatar nomes que foram apresentados a Palocci e a Luiz Sérgio

Adriano Ceolin, iG Brasília |

AE
A nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na cerimônia de posse
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Ideli Salvatti, marcou para esta terça-feira uma reunião com a cúpula do PMDB. O encontro visa discutir votações no Congresso e as nomeações em cargos de segundo escalão. O partido pretende ajudá-la a reaver a memória dos pleitos feitos ao então ministro Antonio Palocci (Casa Civil).

Assessores próximos a Ideli confirmaram que ela e a atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, solicitaram às respectivas pastas (e também aos colegas de Esplanada) dados sobre nomeações realizadas durante a gestão de Palocci e Luiz Sérgio, que deixou a SRI e migrou para o Ministério da Pesca. O PMDB se colocou à disposição de Ideli para retomar nomes e currículos de indicados.

“Acho que esta reunião não vai tratar apenas de nomeações. Muita coisa já foi conversada antes, mas podemos ajudá-la no que for preciso para retomar esses nomes”, disse o presidente interino do PMDB, o senador Valdir Raupp (RR). Segundo ele, Ideli leva vantagem nas negociações com o Senado porque foi senadora entre 2003 e 2010.

Além de Raupp, foram convidados para a reunião Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, líder do governo no Senado, e Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Presidente nacional do PMDB licenciado, o vice-presidente da República Michel Temer será informado depois sobre os desdobramentos da conversa.

Nomeações arrastadas

A negociação sobre cargos de segundo escalão foi iniciada ainda na primeira semana do governo da presidenta Dilma Rousseff. O PMDB ameaçou votar contra o aumento salário mínimo de R$ 545 caso não fosse atendido. Na reta final da votação, deputados peemedebistas resolveram dar 100% dos votos para o governo.

Contudo, ainda durante a votação, começaram cobranças nos bastidores. Parte dos pedidos foi aceita. No entanto, no auge da crise envolvendo então ministro Palocci, líderes peemedebistas fizeram chegar à presidenta que o partido gostaria de mais 50 cargos para apoiar a permanência do chefe da Casa Civil.

Dilma não aceitou a chantagem e acabou forçando a demissão de Palocci, que acabou resultando também na saída de Luiz Sérgio da Articulação Política. Os peemedebistas, então, resolveram apoiar o nome do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) para a pasta das Relações Institucionais. Não deu certo. Dilma decidiu pelo nome de Ideli para a função.

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