PMDB rebelde do Senado pede interlocução direta com Dilma

O grupo formado por nove senadores não quer que negociações com Planalto sejam feitas apenas por Renan Calheiros

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Antonio Cruz/ABr
Temer é escalado para resolver crise com PMDB
Um dia depois de ajudar a derrotar o governo no Senado, o PMDB rebelde pediu para ter uma interlocução direta com a presidenta Dilma Rousseff . Metade da bancada não se vê mais representada por Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), respectivamente, líder da bancada dp PMDB e presidente do Senado.

Senador que sempre manteve ótima relação com Dilma, Eduardo Braga (PMDB-AM) é um dos expoentes do grupo rebelde do Senado formado por nove integrantes. Ou seja, a exata metade da bancada peemedebista composta por 18 membros.

A principal reclamação de Braga é a centralização das negociações da bancada no líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). “Vou dizer o que sempre disse. Não dá só para uma pessoa falar em nome de todos”, afirmou Braga, que encontrou-se com o vice-presidente Michel Temer pela tarde.

Foi apenas uma série de reuniões feitas ao longo desta quinta-feira para tentar encontrar uma solução para os desentendimentos que provocaram ontem a primeira derrota de Dilma no Senado _ por 36 votos a 31, foi rejeitada a recondução de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Apesar de senadores do PR, PDT e do PTB terem votado contra Figueiredo, o PMDB foi considerado o principal responsável pela derrota.

Setores do PT culparam o líder do governo do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "É difícil um movimento dessa envergadura sem o conhecimento do líder do governo, que é peemedebista”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ). "Essa forma de tratamento não é uma maneira leal de agi com o governo”, completou

Líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA) também avaliou que é necessário uma conversa direta com demais setores da base. “A votação deixou claro que é preciso ampliar a interlocução com mais setores da base. É só olhar a lista de votação e ver quem são os insatisfeitos”, explicou. Ele, porém, se disse contra a troca do líder do governo.

Numa conversa que Dilma teve com Temer pela manhã, os dois também chegaram a mesma conclusão que Pinheiro e Braga. A presidenta, porém, reclamou que foi pega de surpresa porque havia prometido resolver pendências do partido. Ela determinou que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, buscasse um entendimento com o PMDB rebelde.

*Com informações da Agência Estado

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