PMDB prioriza manutenção da Agricultura e Minas e Energia

Nas duas pastas, indicações foram feitas, respectivamente, por Michel Temer (SP) e José Sarney (AP)

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Dos seis ministérios que o PMDB deseja manter no governo Dilma Rousseff , as pastas da Agricultura e de Minas e Energia se transformaram em prioridade nas negociações da sigla com a equipe de transição. Na visão do governo, essas duas pastas “são bem avaliadas” e têm boas chances de permanecer nas mãos do partido aliado, de acordo com integrantes do time responsável pela transição.

O presidente nacional do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer (SP), avisou a Dilma que o partido quer manter o espaço que já detém no governo. Ou seja, seis pastas. No entanto, ressaltou a satisfação em permanecer com Agricultura e Minas e Energia.

Agência Estado
Sarney e Temer estão por trás das indicações para as duas pastas consideradas estratégicas pelo PMDB
O atual ministro da Agricultura é Wagner Rossi. Ele substituiu Reinhold Stephanes (PR), o primeiro peemedebista a assumir a pasta. Antes de ser ministro, Rossi ocupou a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Ex-deputado federal pelo PMDB de São Paulo, Rossi é ligado ao grupo de Temer. Ele chegou aos cargos de presidente da Conab e de ministro da Agricultura por indicação do presidente do partido, da Câmara dos Deputados e agora vice-presidente eleito.

Outra prioridade do PMDB, o Ministério de Minas e Energia é um feudo peemedebista desde 2005, quando a então ministra Dilma Rousseff deixou a pasta para comandar a Casa Civil. Na oportunidade, ela substituiu José Dirceu no auge do escândalo do “mensalão”.

A fim de garantir o apoio do PMDB no momento mais difícil em seus oito anos de governo, Lula ofereceu a poderosa pasta de Minas e Energia para José Sarney (PMDB-AP) e a bancada peemedebista no Senado. Sarney indicou Silas Rondeau para a vaga. Apesar de ser bem avaliado por Lula, ele não resistiu a uma investigação da Polícia Federal que apontou seu suposto envolvimento em fraudes em licitações que teriam favorecido a empreiteira Gautama. Foi demitido em maio de 2007.

Márcio Zimmermann substituiu Rondeau, mas o PMDB pressionou Lula para ter um nome de confiança da bancada no Senado. No caso, acabou escolhido Edison Lobão (PMDB-MA, que além de ser senador é ligado politicamente a Sarney. Lobão só deixou o cargo em abril deste ano para concorrer à reeleição ao Senado. Vencedor, agora tentará voltar ao comando da pasta de Minas e Energia. Outra opção seria disputar a Presidência do Senado. Ele, no entanto, já disse que quer voltar a ser ministro.

Dos seis postos do PMDB, seis são contados como se fossem do partido. Além de Agricultura e Minas e Energia, Integração Nacional, Comunicações, Saúde e presidência do Banco Central. Essas duas últimas, no entanto, foram indicações do presidente da República e não das bancadas do PMDB da Câmara ou do Senado.

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