PMDB pode definir CPI contra Palocci no Senado

Expectativa é que quatro peemedebistas completem, até o fim da semana, número de assinaturas necessárias para investigar ministro

Fred Raposo, iG Brasília |

O PMDB deve ser o fiel da balança que definirá a abertura ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

O passe do PMDB - que em meio à crise envolvendo Palocci apresentou ao governo uma lista de cerca de 50 cargos do segundo escalão como forma de pacificar as relações - se valoriza na medida em que se aproxima o número de assinaturas necessárias (27 no total) para a criação de uma CPI.

O requerimento da oposição para abrir a  investigação no Congresso pulou hoje para 22 nomes, com a adesão dos senadores pedetistas Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF). O senador Itamar Franco (PPS-MG), cuja licença médica termina na semana que vem, também garantiu a assinatura. Pelos cálculos da oposição, os quatro nomes restantes devem vir do PMDB.

A previsão é que o primeiro deles, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), assine amanhã o documento. A condição para Simon aderir é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeite os requerimentos, apresentados por Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Alvaro Dias (PSDB-PR), para convocar Palocci a prestar explicações

Os outros três peemedebistas cotados para assinar o documento são os senadores Ricardo Ferraço (ES), Casildo Maldaner (SC) e Luiz Henrique (SC). Os quatro integram um grupo do partido no Senado que ficou conhecido como "independentes". Eles não aceitam que o controle da bancada esteja concentrada nas mãos de três peemedebistas mais antigos: José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR).

Representações

Se confirmada, a adesão dos peemedebistas "independentes" ao requerimento por uma CPI iria contra os esforços do vice-presidente, Michel Temer, para conter a bancada. Em jantar oferecido aos senadores do PMDB no Palácio do Jaburu, no fim do mês passado, Temer reiterou o apelo para que os parlamentares não assinassem o pedido que resultaria em investigação contra Palocci.

Além de tentar acelerar o recolhimento de assinaturas para uma CPI, a oposição decidiu hoje entrar com seis representações na Justiça contra Palocci: duas no Ministério Público Federal em São Paulo, duas no Ministério Público Estadual de São Paulo e duas na Procuradoria-Geral da República - que, ontem, decidiu arquivar os pedidos de investigação sobre o crescimento patrimonial de Palocci.

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