Em discurso, deputado diz que vai continuar defendendo cargos no governo e que não aceita ver a sigla ser taxada de 'fisiológica'

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O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), fez um discurso de desabafo hoje na reunião da bancada do partido, que o reconduziu ao cargo. No discurso, ele deixou claro que vai continuar defendendo cargos no governo federal e que não aceita ver o partido taxado de "fisiológico".

"Quem ouve e quem lê imprensa acha que o PMDB é quem manda nos cargos. Eu não vou mais aceitar. Ganhamos para governar com ética. Temos o direito de indicar nomes qualificados porque seríamos cobrados na rua pela coparticipação", declarou.

O parlamentar disse que dos 1.262 cargos do Ministério da Saúde, só dois eram ligados ao PMDB. Argumentou, ainda, que Alberto Beltrame, protegido do PMDB, foi demitido injustamente da Secretaria de Atenção à Saúde. Beltrame foi demitido no início do mês pelo ministro Alexandre Padilha, do PT, provocando uma crise com Henrique Eduardo Alves. O líder do PMDB na Câmara lembrou que os ministros da Previdência e do Turismo, que são do PMDB, mantiveram petistas nos cargos.

O líder do partido na Câmara afirmou que nos últimos meses o PMDB vem sendo atacado como fisiológico. "Nunca apanhei tanto", disse. Segundo o deputado, ele foi retratado na imprensa de forma que "o melhor elogio era ser aliado incômodo do governo". No discurso que fez aos deputados, ele afirmou que ser taxado de fisiologista não o atemoriza e que continuará lutando pelos espaços de um partido que ganhou a eleição. "A Dilma pode ficar sossegada. Somos coaliados e não um aliado incômodo. Trabalhei para eleger este governo", declarou.

Além de reconduzir Henrique Eduardo Alves à liderança da bancada, os deputados do PMDB se reuniram para escolher o peemedebista que será indicado para ocupar a primeira vice-presidência da Câmara e também o nome para o cargo de suplente da Mesa.

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