PMDB cobra pagamento de emendas em almoço com Ideli

Líder do PMDB relatou conversa com ministra no Twitter: "os restos a pagar são uma questão vital".

Adriano Ceolin, iG Brasília |

A ministra Ideli Salvatti (Relações Instucionais) sofreu hoje a cobrança mais explícita do PMDB sobre a liberação de emendas parlamentares. É um total de R$ 4,6 bilhões, referentes a restos a pagar de 2009_dinheiro previsto no Orçamento daquela ano mas que até hoje não foi liberado pela presidenta Dilma Rousseff.

De acordo a legislação, o prazo final para a liberação do dinheiro é quinta-feira (30 de junho), caso contrário as emendas apresentadas e aprovadas pelo deputados e senadores serão simplesmente canceladas. É por esse motivo a que base aliada pede que a presidenta assine um decreto de prorrogação por mais 90 dias.

Ideli foi cobrada sobre caso pelo líder do PMDB da Câmara, Henrique Eduardo Alves, durante almoço promovido por ele hoje. O peemedebista fez questão de dar publicidade ao assunto. Por uma mensagem no Twitter, ele reproduziu como abordou o assunto com Ideli durante o encontro contou coma presença também do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

“Relato à ministra (Ideli) que os restos a pagar são uma questão vital para que as prefeituras possam honrar as obras já assumidas com a população”, escreveu Eduardo Alves em mensagem no microblog. “A ministra Ideli se retira para conversar com a Presidente. Propus um gesto de confiança à ministra”, explicou o líder do PMDB, também via Twitter.

Em encontro com Ideli na semana passada, o PMDB do Senado também defendeu a prorrogação do prazo para pagamento de emendas de 2009. Os líderes senadores Renan Callheiros (AL), do PMDB, e Romero Jucá (PMDB-RR), do governo, trataram do assunto com a ministra em reunião no Palácio do Planalto. Renan sugeriu uma prorrogação até dezembro.

A decisão de reter o dinheiro de emendas tem provocado um desgaste na relação de Dilma com o Congresso. Aliado e do mesmo partido que a presidenta, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também já fez alertas sobre descontentamento da base aliada com a falta de liberação de recursos previstos em lei orçamentária desde 2009.

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