PMDB catarinense busca maior espaço no governo de Colombo

Partido que abriu mão da cabeça de chapa na aliança com DEM e PSDB apresenta a conta do apoio

Emerson Gasperin, iG Santa Catarina |

Partido do vice-governador eleito Eduardo Pinho Moreira, de dez deputados na Assembleia Legislativa de Santa Catarina pelos próximos quatro anos e de dois senadores a partir de 2011, o PMDB começa a apresentar a conta pelo apoio à eleição de Raimundo Colombo (DEM) ao governo estadual. Na noite desta terça-feira, Pinho Moreira reuniu-se com a atual e a futura bancada peemedebista em Florianópolis para discutir o espaço que a legenda terá na administração do demista.

Apesar de o vice ter vetado a apresentação de nomes sob o argumento de deixar os aliados à vontade na composição do governo Colombo, os peemedebistas falam em “reciprocidade”. O partido abriu mão da cabeça de chapa na aliança com DEM e PSDB à sucessão catarinense e, mesmo com a maior representação na Assembleia Legislativa, cedeu a presidência da Casa para Gelson Merísio (DEM) no mandato que se inicia em 1º de fevereiro. Agora, espera ser recompensado.

Na lista dos parlamentares do PMDB cogitados para ocupar alguma secretaria de Estado estão Ada de Luca, Moacir Sopelsa e Romildo Titon. Outro bem-cotado nas especulações a respeito do novo colegiado é Valdir Cobalchini, deputado estadual mais votado pela sigla. No último feriadão, ele esteve em Itapema com o senador eleito, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Na pauta da conversa, a concorrida pasta da Infraestrutura, a qual tem mais gente – inclusive colegas de partido – de olho.

Negociações
Os demais componentes da coligação também se articulam em busca de posições. No PSDB, as negociações para pelo menos manter as secretarias obtidas na gestão anterior – Educação, Saúde e Turismo – estão a cargo do senador eleito Paulo Bauer. A vaga na Educação, que no governo Luiz Henrique foi preenchida pelo próprio Bauer, é reivindicada também por PMDB e DEM.

Entre os demistas, o ex-secretário Antônio Gavazzoni larga na frente para ter um posto de destaque. Com a Fazenda, para onde pretendia voltar, já garantida para Ubiratan Rezende (indicação pessoal de Colombo e primeiro nome confirmado no novo governo), seu destino deve ser a presidência das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

Além dele, o deputado Antonio Ceron (DEM) foi convidado para assumir a secretaria de Coordenação e Articulação. Ceron foi um dos coordenadores da campanha de Colombo e almeja disputar a prefeitura de Lages em 2010. Se conseguir conciliar seu projeto pessoal com a função, aceitará.

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