PMDB agora tenta influir na articulação do governo

PT quer a vaga que pode ser aberta com a saída de Luiz Sérgio e ventila nomes como Cândido Vaccarezza e Ideli Salvatti

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Depois de não ter sido sequer ouvido sobre a entrada de Gleisi Hoffmann na Casa Civil, o PMDB tentará influir na escolha do novo ministro de Relações Institucionais. Mesmo dentro do PT, é dada como certa a saída de Luiz Sérgio da pasta responsável pela articulação política do governo. A presidenta Dilma Rousseff deve definir o seu substituto.

Embora o PMDB pressione, o PT quer a prerrogativa de indicar o nome. O partido ventila o nome do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que já ocupou o mesmo posto durante o governo Lula. Também é citado o nome do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), mas a disputa interna na bancada petista pode dificultar as articulações.

AE
Durante a votação da oposição, o ministro Luiz Sérgio estava em reunião do conselho político com a presidenta Dilma
Aparece também como opção a atual ministra da Pesca e Aquicultura Ideli Salvatti (Pesca). Senadora pelo PT de Santa Catarina entre 2003 e 2010, ela foi líder do PT na Câmara e depois líder do governo no Congresso. Nos dois cargos, conseguiu manter boa relação com os senadores do PMDB.

A ideia de substituir Luiz Sérgio tem por fundamento a tese de que a escolha da senadora Gleisi Hoffmann para a Casa Civil obriga o governo a reconfigurar o núcleo de articulação política. Pelo modelo que vigorava até agora, Palocci acumulava as principais tarefas de articulação da base.

Entre 2003 e 2005, o então ministro José Dirceu também exerceu as funções de principal gestor do governo e articulador político. Sob seu comando, Dirceu tinha Waldomiro Diniz, subchefe de Assuntos Parlamentares que acabou acusado de receber propina.

Após o escândalo (que resultou na abertura da CPI dos Bingos), o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu retirar da Casa Civil a articulação política e nomeou Aldo Rebelo (PC do B-SP) como ministro. Ele só saiu do cargo para disputar a Presidência da Câmara após a renúncia de Severino Cavalcanti.

Para o PMDB, é melhor que Gleisi Hoffmann não acumule a articulação política. Como senadora, ela entrou em conflito com colegas peemedebistas. Na semana passada, ela criticou publicamente o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, por conta da derrota da não votação de duas medidas provisórias do governo.

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