Plano de carreira do Senado terá impacto de R$ 220 mi em 2010

Nova proposta, firmada em acordo com categorias, será levada nesta quarta-feira à Mesa Diretora da Casa para ser votada

Fred Raposo, iG Brasília |

A nova proposta para o plano de carreira do Senado, que promoverá reajuste aos servidores, prevê impacto de R$ 220 milhões (ou 9,4%) na folha de pagamento da Casa deste ano – um aumento de cerca de R$ 30 milhões em relação à proposta anterior, rejeitada pelos senadores há duas semanas.

O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, explica que o aumento se deve à retirada da proposta da função comissionada que vinculava o salário dos parlamentares ao dos servidores – ou seja, quando a remuneração dos senadores era reajustada, o mesmo acontecia com a dos funcionários. “Foi uma forma de equilibrar a desvinculação”, explica Tajra.

Para o ano que vem, foi mantido impacto de 17% - equivalentes a R$ 378 milhões - no orçamento da Casa. Segundo o diretor-geral, a Gratificação de Desempenho dos funcionários continuará reduzida: de 40% para este ano e de 60% para 2011. Em proposta anterior, os percentuais eram, respectivamente, de 60% e 80%.

O relator do projeto, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), conta que a proposta será levada nesta quarta-feira aos membros da Mesa Diretora do Senado, para que possam analisá-la. “Amanhã será votada na Mesa, dando-se um prazo para emendas”, diz Fortes. Depois, o texto seguirá para votação em Plenário.

Nas últimas duas semanas, o debate sobre o plano de carreira rachou a Casa . O relator afirma, no entanto, que a nova proposta foi firmada em consenso com todas as categorias. “Ela já está assinada por todos os segmentos de servidores”, assinala. “Não tem impacto, não tem atrelamento. É um projeto totalmente enxuto, não tem porque não votar”.

O novo texto foi debatido pelos membros da Mesa na noite desta terça-feira. Faltaram à reunião o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). Sarney, por problema de saúde. Já a senadora petista confessou a interlocutores que “não tem interesse em conhecer a proposta” e que não vai assiná-la.

    Leia tudo sobre: plano de carreirasenadoheráclito fortesreajuste

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG