Planalto se divide ao avaliar eficácia de depoimento de ministro

Há uma ala de assessores que avalia que ele se expôs demais ao ir ao Congresso no meio do recesso parlamentar

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Divulgação
Ministro fala no plenário do Senado
Integrantes do Palácio do Planalto dividem-se sobre a estratégia de defesa do ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional). Há uma ala de assessores que avalia que ele se expôs demais ao ir ao Congresso no meio do recesso parlamentar para prestar depoimento com plenário lotado. Um outro grupo acredita que Coelho atuou para evitar que o caso ganhe força aos poucos durante o recesso parlamentar e ficasse inadministrável ná volta dos trabalhos do Congresso.

Alvejado por denúncias de favorecimento de parentes e aliados políticos, Bezerra falou hoje por mais de cinco horas. A oposição, que preferia que o depoimento dele não fosse durante o recesso, abriu a série de perguntas. Antes, no entanto, Fernando Coelho fez uma exposição em que ressaltou as medidas que tomou para combate a enchetes. A primeira da série de denúncias surgiu com a informação de que ele privilegiou Pernambuco, seu Estado de origem, com 90% dos recursos para obras antienchentes.

Desde o início da crise, Coelho recebeu apoio da presidenta Dilma Rousseff . Ela convocou mais seis ministros para definir estratégias e conseguir recursos financeiros para as cidades atingidas pelas chuvas. Na oposição, o ministro ganhou um aceno positivo do PSDB. De olho numa possível aliança com o PSB, partido de Coelho, no futuro, os tucanos concentraram suas críticas na presidenta e não no ministro, que foi indicado pelo governador de Pernambuco e presidente socialista, Eduardo Campos.

Diferentemente do que ocorreu quando o ministro Fernando Pimentel (Indústria e Comércio) foi alvo de denúncias no fim do ano passado, Dilma determinou que Bezerra Coelho fosse ao Congresso prestar esclarecimentos. O ministro da Integração cumpriu a ordem, mesmo durante o recesso parlamentar. Ele também já concedeu uma meia dúzia de entrevistas desde que surgiram as primeiras denúncias. Já Pimentel deixou de comparecer a eventos públicos para não ter de se encontrar com a imprensa. 

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