Planalto pede união de ministério para fortalecer Ana

Gilberto Carvalho pediu, em nome da presidenta Dilma Rousseff, a demonstração de unidade da pasta em torno de Ana de Hollanda

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Num encontro hoje de duas horas com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e toda a cúpula do ministério, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu, em nome da presidenta Dilma Rousseff, a demonstração de unidade da pasta em torno dela. Na reunião, ele pediu "coesão" para acabar com o "fogo amigo" contra a ministra para que, assim, ela consiga sair da crise que vive na pasta. "Quanto bate uma crise dessa, se a equipe não se junta, gera insegurança", disse Carvalho.

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Ministra da Cultura Ana de Hollanda em encontro na Assembleia Legislativa de São Paulo
O secretário-geral afirmou que Ana está mantida no cargo. "O governo está fechado com a ministra. Não há hipótese de substituição", afirmou. "Vim a pedido da presidenta Dilma demonstrar toda nossa confiança", afirmou. "Vai quebrar a cara quem tentar desestabilizá-la", disse.

A reunião contou com a presença da cúpula do ministério, incluindo os secretários, assessores especiais e o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antônio Grassi, principal aliado de Ana de Hollanda na pasta. No encontro, Gilberto pediu ainda a demonstração pública de apoio a ela, como forma de fortalecê-la.

Ficou combinado que todos os presentes à reunião divulguem uma nota oficial em apoio a Ana de Hollanda. Definiu-se também que haverá um discurso único de que o governo está aberto a discutir o projeto de mudança na lei dos direitos autorais. "A ministra já tem aberto o diálogo", sinalizou Gilberto.

Gilberto afirmou ainda que há uma "orquestração sórdida" contra Ana de Hollanda, mergulhada numa crise envolvendo diárias recebidas em dias de folga, episódio revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo , polêmica sobre direitos autorais, exclusão do site do ministério do selo "Creative Commons", referente a licença para uso livre de conteúdo na internet, entre outras coisas.

Ontem, ela teve de deixar a Assembleia Legislativa de São Paulo sob escolta após um debate sobre sua gestão à frente do ministério.

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