PGE pede cassação de prefeito e vice de Manaus

Procuradoria Eleitoral acusa Amazonino e Carlos Souza por compra de voto. Advogado contesta denúncia

Eduardo Asfora, iG Amazonas |

Um parecer emitido pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) em Brasília sugere a cassação dos diplomas do prefeito de Manaus (AM), Amazonino Mendes (PTB), e do vice, Carlos Souza (PP). O motivo foi um processo o qual investiga uma suposta compra de votos na campanha eleitoral de 2008, quando os dois foram eleitos.

O fato estava parado desde abril de 2010, na PGE, e deve ser apreciado pelo ministro Marcelo Ribeiro. Ainda não uma data para o processo ser julgado. De acordo com as investigações da PGE, os problemas ocorreram no segundo do turno das eleições para prefeito, em 2008.

No TRE

Na época, vários veículos foram pegos abastecendo em um posto de gasolina da capital com requisições identificas como “Eleições 2008 - Amazonino Mendes. Ao mesmo tempo, os cabos eleitorais faziam uma distribuição de adesivos. Todas as provas foram gravadas em um DVD e apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

A defesa do prefeito e do vice alegou que todo este processo de distribuição de combustível representava uma restituição dos gastos dos colaboradores de campanha. Amazonino Mendes e Carlos Souza tiveram os mandatos cassados pela juíza da 58ª Zona Eleitoral de Manaus e presidente do pleito de 2008, Maria Eunice Torres do Nascimento.

Porém o prefeito e o vice-prefeito tiveram os cargos mantidos depois do julgamento no TRE. Amazonino e Souza foram absolvidos por quatro votos contra a cassação e três a favor.


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