PF perícia computadores e celulares apreendidos no Amapá

Polícia busca ¿provas adicionais¿ contra servidores, políticos e empresários suspeitos de desvio de dinheiro público

Menezes y Morais, iG Brasília |

A Polícia Federal (PF) continua nesta terça-feira (14) o trabalho de perícia nos HDs dos computadores apreendidos em Macapá (AP) na sexta-feira (10) durante a “Operação Mãos Limpa.” Além dos computadores também são periciados telefones celulares, agendas eletrônicas e documentos. A perícia deve continuar até o final da semana.

De acordo com a PF o objetivo é encontrar supostas “provas adicionais” que possam “incriminar servidores públicos, políticos e empresários suspeitos” de desviar recursos públicos do Estado e da União. Durante a operação a PF prendeu em Macapá o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP) e o ex-governador do Amapá Waldez Góes (PDT).

Waldez Góes estava licenciado do Governo para disputar uma vaga no Senado. Também foram presos o presidente do Tribunal de Contas do Amapá, José Júlio de Miranda Coelho e mais 15 pessoas. De acordo com a PF as investigações revelaram “indícios” de um esquema de desvio de recursos da União, repassados à Secretaria de Educação do Amapá.

Contratos

O dinheiro público era proveniente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A PF informou que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação.

Esses contratos, ainda de acordo com a PF, “não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas.” A PF constatou ainda que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. E que foram “identificados desvios de dinheiro no Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE).

O esquema de corrupção, ainda de acordo com a PF, também era praticado na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária. A PF revelou ainda que as investigações tiveram as parcerias de vários órgãos institucionais.

Foram citados a Receita Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) e o Banco Central (BC). A CGU entrou em cena no tocante aos recursos repassados ao Estado pela União. A investigação começou em sigilo em agosto de 2009, sob a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

História

O Amapá tem 67 anos de criação. Este é considerado um dos maiores escândalos políticos de sua história. No dia 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal do Amapá, transformado em Estado em 5 de outubro de 1988. No dia 1º de janeiro de 1991 o Estado Amapá foi instalado com a posse do primeiro governador eleito.

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