Processo da suposta compra de votos para beneficiar senadores eleitos do Amazonas deverá ser enviado ao TSE

O delegado da Polícia Federal no Amazonas (PF-AM) Roberto Câmara informou que os trabalhos de perícia da suposta fraude eleitoral de compra de votos com cartões magnéticos devem ser concluídos até o final deste mês. Depois de pronto, o inquérito será enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília, caso as irregularidades sejam comprovadas.

Técnicos estão cruzando dados para ver se os contratos correspondem aos pagamentos feitos pelo Bradesco.  O processo tramita em segredo de justiça. A denúncia de compra de votos no Amazonas foi formulada no dia 8 de outubro pelo senador Artur Neto (PSDB) Virgilio Neto, que perdeu a eleição, entrou com ação no Ministério Público Federal (MPF).

Quebra de sigilo

Conforme Virgilio, o suposto esquema de compra de votos, feito por meio de cartões magnéticos emitidos pelo Bradesco, a pedido da empresa A C Nadaf, "beneficiou" Vanessa Grazziottin (PCdoB) e Eduardo Braga (PMDB), senadores eleitos. Vanessa e Braga desmentiram a denúncia. Por conta da denúncia, a Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário da empresa A C Nadaf.

Nesta sexta-feira (12), o jornalista Aristide Furtado, de A Crítica, informou que o juiz Vitor Liuzzi – que pediu abertura de inquérito – disse que o caso dos cartões magnéticos vai ser encaminhado para o TSE, “se o inquérito da PF apontar indícios contra a deputada Vanessa Grazziotin e o ex-governador Eduardo Braga.”

O envio do processo a Brasília ocorrerá, explicou o juiz Liuzzi, porque Vanessa é deputada federal e tem direito a foro privilegiado. “Ainda não existe indícios da participação deles porque se houvesse o inquérito não poderia nem estar tramitando aqui,” acrescentou.


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