Petistas devem aprovar hoje críticas sobre a campanha de Dilma

Reunião do diretório nacional nesta sexta vai avaliar erros que impediram vitória já no primeiro turno da eleição presidencial

Ricardo Galhardo, enviado a Brasília |

O diretório nacional do PT deve aprovar nesta sexta-feira uma espécie de autocrítica quanto à condução da campanha de Dilma Rousseff no primeiro turno. O texto redigido ontem à noite e ainda sujeito a alterações destaca a importância da militância petista autêntica no segundo turno da campanha presidencial e os erros de avaliação que impediram a vitória de Dilma no primeiro turno.

Para representantes da chamada esquerda petista, o destaque dado à participação da militância na fase final é uma crítica, ainda que sutil, à maneira convencional e pragmática com que as campanhas do partido têm sido conduzidas nas últimas eleições, privilegiando as ações de marketing televisivo e relegando ao segundo plano a militância histórica que ajudou a construir o partido no tempo das vacas magras.

Agência Estado
Dilma deve participar do encontro
O texto preliminar destaca ainda a falta de sensibilidade da coordenação da campanha que não percebeu em tempo hábil a onda reacionária e anti-petista que surgiu no subterrâneo da internet calcada em assuntos como o aborto, a participação de Dilma na luta contra a ditadura militar e outros temas da agenda da extrema-direita.

O documento, que serve para embasar as ações do partido no próximo período, defende que o PT assuma a disputa de posições contrárias à da extrema-direita junto à sociedade permanentemente, fora dos períodos eleitorais.

No mais, a reunião do diretório nacional desta sexta-feira, a primeira depois da vitória de Dilma, será uma festa. A participação do PT no governo da presidenta eleita, que também seria abordada na resolução política a ser aprovada hoje, foi excluída do texto por falta de consenso. Correntes minoritárias como a Articulação de Esquerda e Mensagem ao Partido discordaram da forma como o tema foi abordado no texto base apresentado pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra.

“A reunião de hoje é para capitalizar, e não para fazer o debate”, disse um dirigente do partido. Dilma deve participar do evento que, pela primeira vez em mais de dez anos será parcialmente aberto à imprensa, só durante a intervenção da presidenta eleita. Além dela, todos os governadores, senadores e deputados eleitos devem participar da reunião.

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