Petistas desafiam governo e anunciam voto no mínimo de R$ 560

Sob risco de punição, deputado Francisco Praciano (PT-AM) diz se sentir 'constrangido' em endossar proposta do governo de R$ 545

Andréia Sadi, iG Brasília |

Na contramão da posição do governo federal,  alguns petistas anunciaram que irão votar pelo salário-mínimo de R$ 560 nesta quarta-feira. O deputado federal Francisco Praciano (PT-AM), defende a união com as centrais sindicais e afirmou que não teme punições do partido. O governo defende R$ 545, mas as centrais sindicais apoiam o valor de R$ 560. “Eu me sinto até constrangido de não votar pelo mínimo de R$ 560 com o aumento de salário que tive agora”, disse.

nullEm dezembro, a Câmara aprovou o reajuste do salário dos parlamantares. Os congressistas, que antes ganhavam R$ 16,5 mil, recebem desde 1º de fevereiro R$ 26,7 mil, o teto do funcionalismo – equivalente ao que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O segundo vice-presidente do PT, José Nobre Guimarães, admitiu ao iG nesta quarta que haverá retaliações do partido aos infiéis, embora o partido não tenha fechado questão em torno da proposta do governo. Ainda assim, segundo Guimarães, a punição será decidida após a votação.

“Vamos esperar e ver quais nomes foram contra o governo e decidiremos o que fazer. Não sei se expulsão, mas acredito em punições como suspensão do filiado, por exemplo”, prevê Guimarães.

Outro petista que já declarou publicamente que vai contra o governo será Eudes Xavier , do PT do Ceará, conforme relatou a coluna Poder Online . Apesar das dissidências, a maioria do PT, que tem a maior bancada da Casa, deverá votar unida em torno do mínimo. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), acredita que, pelas contas do governo, os R$ 545 deverão obter uma vantagem de pelo menos 100 votos na votação desta quarta-feira.

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