Pesquisas influenciaram na demissão de Jobim

Segundo petistas, tracking realizado por João Santana mostrou que declarações de Jobim estavam afetando imagem da presidenta

Ricardo Galhardo, enviado ao Rio de Janeiro |

Pesquisas de opinião feitas pela agência do publicitário João Santana influenciaram a decisão da presidenta Dilma Rousseff de pedir ao ex-ministro da Defesa Nelson Jobim que entregasse o cargo .

Segundo petistas com trânsito no Palácio do Planalto, Santana realiza baterias de pesquisas por telefone, os chamados trackings, a cada cinco dias. As últimas sondagens apontaram que as reiteradas declarações polêmicas de Jobim estavam afetando a imagem da presidenta.

"A autoridade dela estava sendo arranhada, na opinião dos eleitores. A maioria achava que o correta era a Dilma demitir Jobim", disse um dirigente do partido.

Apesar disso, Dilma teria dado uma última chance ao ex-ministro de se retratar. Isso foi feito na entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, segunda-feira, quando Jobim disse que a presidenta é "espetacular" .

As declarações dadas à revista Piauí funcionaram como uma espécie de bomba relógio já que a entrevista foi dada em julho, pouco depois das festividades pelo aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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