Pelo menos R$ 103 milhões já foram gastos na reforma do Palácio

Investimento foi necessário devido à precariedade de instalações hidráulicas, elétricas e desgaste natural do edifício

Severino Motta, iG Brasília |

De um total de R$ 111 milhões estimados para a reforma do Palácio do Planalto, o governo já desembolsou R$ 103 milhões. A reestruturação na sede do Governo se fez necessária devido à precariedade que se encontrava o edifício, que nunca havia recebido serviços completos de restauração.

Lula reclamava de fios à mostra, gambiarras para permitir a utilização de um grande número de computadores, rede de dados, internet e sistema de ar-condicionado. Os tapetes, carpetes e elevadores do Palácio também estavam em condições precárias devido aos anos de uso.

A reforma ainda restaurou o espelho d’água que fica em frente ao Palácio. Ele foi construído em 1990 após um motorista de ônibus ter tentado invadir o edifício com o veículo. Vidros à prova de balas também foram instalados para garantir a segurança no local.

Outra novidade no Palácio foi a construção de uma garagem subterrânea para 500 veículos. Uma pequena torre também foi erguida anexa ao Palácio, em sua parte posterior. Nela estão as escadas de incêndio e uma copa em cada andar.

Com a reforma, o mobiliário do Palácio também foi substituído. A maior parte do material, assinado por Sérgio Rodrigues, Niemeyer e Jorge Zalszupin, foi restaurada. Um pedaço estava no depósito da presidência, outra parte veio dos ministérios e da Câmara e do Senado, que iria leiloar parte de seu mobiliário, mas interrompeu o processo a pedido da Comissão Curadora.

A restauração foi feita numa parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) com uma ONG que instrumentalizou jovens carentes para o serviço. Como o número não era suficiente, foram gastos cerca de R$ 3 milhões na compra do restante do mobiliário, também assinado por Rodrigues e Niemeyer.

O Exército cuidou do processo de licitação, contratação e fiscalização da obra, sob responsabilidade da empresa de engenharia Porto Belo. O prédio era para ter sido concluído e reinaugurado no dia 21 de abril, junto do aniversário de Brasília, mas atrasos impediram tal plano.

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