Peemedebista nega barganha de cargos no Senado por 2º escalão

Senador Eunício Oliveira afirma que não existe possibilidade do PMDB cobrar fatura das indicações ao 2º escalão do governo

Agência Brasil |

O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), indicado pelo partido para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), descartou nesta quarta-feira (3) qualquer possibilidade de o PMDB vincular a escolha dos cargos de segundo escalão no governo à definição dos partidos que vão comandar as comissões permanentes do Senado, algumas das quais estratégicas para o governo.

“Não existe, nem pode existir qualquer vinculação”, afirmou Eunício. "Tanto a escolha dos membros da Mesa Diretora quanto a das comissões são negociações internas dos partidos com representação na Casa”, disse o senador.

Entre as comissões estão a própria CCJ, a de Assuntos Econômicos (CAE) e a de Infraestrutura. Na Comissão de Infraestrutura, há um impasse, porque, pelo critério da proporcionalidade, a terceira indicação cabe ao PSDB, mas o PT reivindica o comando para Lindberg Faria (RJ). Para a presidência da CAE, os petistas indicaram Delcídio Amaral (MS).

O PMDB, ressaltou Eunício Oliveria, ainda observa o critério do tamanho das bancadas eleitas para fazer as indicações, “pela tradição do Senado e para garantir o fortalecimento dos partidos".

Com 20 senadores, o PMDB tem a maior bancada e será o fiel da balança na definição dos presidentes das comissões no Senado. Eunício Oliveira afirmou que o partido insistirá num acordo com o PSDB para resolver a questão da presidência da Comissão de Infraestrutura. Ele ressaltou, entretanto, que o critério de escolha dos senadores que participarão das comissões permanentes é o tamanho dos blocos.

O PSDB, por sua vez, insiste no direito de indicar o presidente da comissão. “A bancada não me comunicou qualquer mudança na decisão do partido. Não estamos reivindicando nada que não seja do nosso direito. O PSDB quer a obediência ao critério da proporcionalidade que lhe dá o direito à terceira indicação, no caso a Comissão de Infraestrutura”, disse o líder do partido, Álvaro Dias (PR), à Agência Brasil .

Hoje, o bloco PMDB-PP soma 25 senadores e o PT formou um bloco com o PSB, o PCdoB, o PDT, o PRB e o PR, representado por 30 parlamentares.

Ontem (2), os líderes peemedebistas reuniram-se com os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio. No encontro, que estendeu-se até a madrugada de hoje, foi discutido o preenchimento dos cargos de segundo escalão. Peemedebistas ouvidos pela Agência Brasil afirmaram que o encontro teve um tom cordial, mas franco.

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