Pedido de urgência na votação do Código Florestal ecoa em Cancún

Proposta ainda não está madura, na avaliação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira

Maria Fernanda Ziegler, enviada a Cancún |

A iniciativa de partidos que pediram urgência na votação do código ambiental no plenário da Câmara dos Deputados ecoou em Cancún, onde acontece a Conferência do Clima. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou o pedido como inadequado. “A proposta ainda não está madura”, disse Izabella.

A ministra afirmou que ficou sabendo da notícia por meio dos jornalistas que estão cobrindo a COP-16. “Estamos trabalhando na posição oposta. Isto acaba dando um sinal contrário. Precisamos ainda dialogar”, disse.

A senadora e candidata derrotada ao Planalto, Marina Silva (PV-AC), que também está em Cancún, engrossou o coro. “Isto é comprometer as metas de redução de emissões. É uma medida esquizofrênica de ser avançado para fora e refratário para dentro”, disse Marina, que também comandou o Ministério do Meio Ambiente no início do governo Lula. A afirmação foi uma referência ao fato de o Brasil ter vendido na Cop-16 o recorde de diminuição do desmatamento.

Marina lembrou que pela segunda vez ocorre esta tentativa de “votar o retrocesso da legislação ambiental” durante uma Conferência do Clima. O mesmo aconteceu em 2009, durante a Conferência do Clima em Cancún.

A senadora disse que o governo está pressionando as pessoas da base aliada a retirar suas assinaturas. “Se for votado agora não vai dar tempo de ir para sanção nesta legislatura que termina no dia 17”, disse.

Marina disse ainda que a expectativa para o próximo ano é de um afastamento em relação as questões ambientais. “Há um cenário que indica isto e esta agenda do Congresso refratário ao meio ambiente só comprova a tese”, disse.

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