Para aprovar medida que beneficia PMs e bombeiros, deputados procuram ancorar proposta a prioridades do governo

Por falta de acordo, a Câmara dos Deputados adiou na noite desta terça feira a votação de pauta acertada entre lideranças. Em reunião mais cedo, os líderes concordaram em votar propostas defendidas pelo governo, como o marco regulatório do pré-sal e a legalização dos bingos, além da prorrogação da Lei Kandir, que compensa os estados pela perda de arrecadação junto a exportadores, e a criação do Fundo de Combate à Pobreza, que são pleiteadas por governadores eleitos.

Mas o vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), desistiu de convocar sessão extraordinária para votar os projetos depois que deputados que defendem a aprovação da chamada PEC 300, que estabelece um piso salarial para policiais militares e bombeiros, ameaçaram obstruir a pauta.

“Vou fazer uma obstrução pessoal (para a votação desses projetos), diante da necessidade de se aprovar esta matéria, que já foi aprovada em primeiro turno”, disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor do requerimento apresentado em abril deste ano para retomar a votação da PEC 300.

Os parlamentares ameaçaram pedir novo painel, inviabilizando o quórum mínimo para que a Casa vote os projetos. O entendimento dos deputados é que, para aprovar o piso salarial de PMs e bombeiros, devem ancorar a proposta às demandas dos governadores.

Devido à falta de acordo, os parlamentares devem se concentrar na votação de medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta. Esta terça-feira, a Câmara aprovou a MP 500, que autoriza a União e os estados a realizarem operações para capitalizarem a Petrobras.

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