PCdoB quer seguir no comando do Ministério do Esporte

Lideranças do partido têm encontro com José Eduardo Dutra, da equipe de transição da presidenta eleita Dilma Rousseff

Agência Estado |

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou hoje que a sigla pleiteará continuar no comando do Ministério do Esporte no futuro governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Arruda acompanha o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, em reunião que começou nesta manhã com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, escalado por Dilma para fazer a interlocução do governo de transição com os partidos aliados.

Às 16 horas, Dutra vai se reunir com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). "Nós não queremos menos do que já temos. Nós construímos esse ministério", afirmou Inácio Arruda, lembrando que o PCdoB controla a pasta do Esporte desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro titular da pasta foi Agnelo Queiroz, que depois migrou para o PT e se elegeu, nas últimas eleições, governador do Distrito Federal no segundo turno.

O Ministério do Esporte se tornou tão cobiçado pelos partidos aliados quanto os ministérios das Cidades e dos Transportes. As três pastas receberão recursos vultosos do Orçamento da União por causa dos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

O atual ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), deseja assumir o comando da Autoridade Pública Olímpica (APO), um consórcio constituído pelos governos federal, estadual e municipal, que coordenará as ações de planejamento, custeio e entrega de obras para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, na capital fluminense. Ele já foi indicado para o cargo e assumiria o posto, criado por medida provisória, mas a matéria prescreveu antes de ser apreciada pelo Congresso.

Se Orlando Silva deixar a pasta para comandar, exclusivamente, a Autoridade Pública Olímpica, o PCdoB pode indicar outros nomes para sucedê-lo. Entre os ministeriáveis do partido despontam os deputados federais Aldo Rebelo (SP), Manuela D'Ávila (RS) e Flávio Dino (MA). Dino ficou sem mandato depois de perder a disputa pelo governo do Maranhão para Roseana Sarney (PMDB).

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