Paulo Bernardo nega ter pegado carona em jato particular

Reportagem divulgada neste fim de semana aponta que avião pertencia a empreiteira responsável por obras no Paraná

Reuters |

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou nesta segunda-feira ter usado aviões particulares no ano passado, enquanto chefiava a pasta do Planejamento. Segundo reportagem da revista Época , Bernardo teria usado avião de uma empreiteira responsável por uma obra rodoviária do governo federal no Paraná. A viagem teria ocorrido em 2010. A prática é proibida por lei.

AE
Paulo Bernardo negou em nota qualquer favorecimento a construtora
"Além de totalmente inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal", disse Bernardo em nota divulgada pelo Ministério das Comunicações.

A empreiteira proprietária do jatinho é responsável pela construção do Contorno de Maringá. Segundo a revista, Bernardo teria se empenhado em liberar recursos para a obra por meio de emendas parlamentares e, depois, ajudado a incluir o empreendimento no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministro negou qualquer favorecimento à empreiteira.

"Defendi a inclusão do Contorno de Maringá no PAC, assim como de outras obras prioritárias em outras regiões do País, por uma razão simples: eram importantes para o desenvolvimento daqueles Estados, não porque iriam beneficiar esta ou aquela construtora", disse.

Ainda segundo a revista, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, então pré-candidata ao Senado pelo Paraná, também teria viajado no jatinho. Em uma curta nota emitida pela Casa Civil, a ministra negou ter usado aviões particulares no exercício do cargo público e afirmou que "durante minha campanha eleitoral ao Senado, utilizei para deslocamentos avião fretado, com contrato de aluguel firmado".

As denúncias são as últimas a atingir ministros da presidenta Dilma Rousseff . Nos últimos meses, denúncias publicadas pela imprensa derrubaram os ministros Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura) e Antonio Palocci (Casa Civil). Nelson Jobim (Defesa) também já deixou o governo.

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