Partidos discutem unificar calendário eleitoral

Presidentes do PT, PSB, PDT e PC do B discutem mudança do calendário eleitoral. Serra disse ser simpático a eleições no mesmo ano

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Os presidentes do PT, PSB, PDT e PC do B começaram nesta segunda-feira a debater a possibilidade de sincronizar as eleições municipais, estaduais e federais. A proposta também conta com a simpatia do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A mudança do calendário eleitoral entraria no projeto de reforma política em discussão no Congresso Nacional.

A proposta foi apresentada pelo governador de Pernambuco e presidente do PSDB, Eduardo Campos, em uma reunião da qual participaram os presidentes do PT, Rui Falcão; PC do B, Renato Rabelo; o deputado Brizola Neto, representando o PDT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que avalizou a proposta, em um hotel em São Paulo.

“Um outro ponto que vamos seguir debatendo, porque carece de amadurecimento dentro de alguns partidos que aqui estão, é a coincidência das eleições para que possamos ter não necessariamente no mesmo dia e no mesmo calendário mas no mesmo ano o processo eleitoral nos municípios, Estados e federal”, disse Campos.

Pouco depois o tucano Serra, que se reuniu com o presidente do PT para tratar também de reforma política, disse ser simpático à proposta. “A proposta de coincidência das eleições me agrada”, disse Serra.

A primeira reunião entre parte dos partidos da base do governo Dilma Rousseff e Lula para tratar da reforma política deixou claro que as legendas ainda têm mais divergências do que pontos em comum.

O único consenso entre PT, PSB, PDT e PC do B, até agora, é quanto ao financiamento público de campanha. No mais, os presidentes se limitaram a dizer que concordam sobre pontos que já são contemplados pela legislação como voto obrigatório, manutenção do sistema proporcional e fidelidade partidária.

Já em relação à oposição as divergências são ainda maiores. Serra foi apresentar ao presidente do PT sua proposta para aplicação do voto distrital puro nas cidades com mais de 200 mil eleitores já das eleições de 2012. Rui Falcão deixou claro que o PT tem outra proposta, o voto em listas fechadas para o Legislativo.

Serra, por sua vez, disse que o financiamento público só funciona no sistema de voto em lista, do qual é contra.

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