Partido de Kassab ganha adesão do governador de Santa Catarina

Raimundo Colombo vinha sendo cortejado pelos aliados do prefeito paulistano envolvidos na criação do PSD

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O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou, em nota publicada ontem em seu site, sua saída do DEM para se juntar ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na recriação do Partido Social Democrático (PSD). Em seis parágrafos, o governador argumenta que a sociedade anseia por um novo caminho político e que "homem público nenhum pode ignorar esse chamamento". "O que nos une, a partir de hoje, é o desafio de construir um projeto em sintonia com a sociedade de Santa Catarina e do Brasil", diz o governador no texto intitulado "Nota à Sociedade Catarinense". 

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Raimundo Colombo já vinha sendo cortejado pelos aliados de Kassab
Raimundo Colombo vinha sendo cortejado por Kassab desde o início do ano, quando o governador negociava sua ida para o PSB. Após o anúncio da refundação do PSD, Colombo foi procurado por dirigentes do DEM para ficar no partido e conter assim a "sangria" causada com a saída de correligionários.

No entanto, o governador havia deixado claro que a fusão entre DEM e PSDB era sua condição para permanecer na legenda.

"As dificuldades que encontramos nesse percurso, nos levaram a formar forte convicção da necessidade de se construir um novo partido político no Brasil. Por isso, iniciamos agora, a mais extensa e abrangente consulta às nossas bases para, juntos, edificarmos os pilares desse novo momento em direção ao Partido Social Democrático, o PSD", disse na nota.

Com a saída de Colombo, o DEM tem agora apenas um Estado sob seu domínio, o Rio Grande do Norte da governadora Rosalba Ciarlini. Já o PSD, que ainda não foi oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ganha seu primeiro governador.

"O momento pelo qual o Democratas de Santa Catarina atravessa é bom e vitorioso. Poderíamos, facilmente, nos acomodar sobre essa auspiciosa situação. Mas, quando a sociedade nos mostra a necessidade de um novo caminho de forma tão clara, homem público nenhum pode ignorar esse chamamento", justificou Colombo.

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