Parlamento Europeu reage à libertação de Battisti

Integrantes da instância internacional pedem manifestação formal às autoridades brasileiras por causa da libertação do ex-ativista

AFP |

O Parlamento Europeu se juntou nesta quinta-feira às autoridades italianas, para criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de libertar o ex-ativista italiano Cesare Battisti. "Acredito que o Parlamento Europeu como um todo lamenta e sente-se profundamente amargurado por essa decisão. Comunicaremos nossa reação indignada às autoridades brasileiras", disse o social-democrata italiano Gianni Pittela, que presidiu nesta quinta-feira a sessão plenária em Estrasburgo.

Outro representante italiano, o conservador Mario Mauro, também expressou sua "amargura" pela liberação de um "multiassassino" e pediu ao presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, que manifeste por escrito a Brasília os protestos dos parlamentares."Buzek deveria comunicar a nossa solidariedade com a dor das famílias (das vítimas) que pedem justiça há trinta anos", comentou Mauro.

Enquanto isso, outros parlamentares exibiam cartazes com a menção "Battisti assassino" em inglês e italiano. A Itália exigia a extradição de Battisti para que cumprisse a condenação à prisão perpétua no país, por suposta participação em quatro assassinatos cometidos na década des 70, nos chamados "anos de chumbo", quando era integrante de um grupo armado esquerdista.

O caso Battisti se arrastava nos tribunais brasileiros desde que o italiano foi detido no Rio de Janeiro, em março de 2007. Battisti passou a maior parte dos últimos quatro anos no presídio da Papuda, a 25 km do centro de Brasília, de onde foi libertado na madrugada desta quinta-feira.

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