Para Serra, 'é óbvio' que governo vai se mexer por Haddad

Para ele, "seria surpreendente" se o governo federal não agisse para impedir uma aliança entre PSDB e PSB em São Paulo

AE |

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O pré-candidato do PSDB e ex-governador de São Paulo, José Serra , avaliou hoje como natural a mobilização do Palácio do Planalto em torno da candidatura do pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Após reunião com a bancada estadual do PSDB, na Assembleia Legislativa de São Paulo, Serra ressaltou que o tempo vai mostrar os meios pelos quais o governo federal irá utilizar para alavancar a candidatura do petista em São Paulo.

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"É óbvio que o governo federal vai se mexer, isso está dentro do previsto", afirmou o pré-candidato. "Agora, a maneira como fazer, isso o tempo vai mostrando", acrescentou. O ex-governador de São Paulo recebeu nesta tarde o apoio de 21 dos 22 deputados estaduais do PSDB à sua pré-candidatura no processo de prévias tucanas, marcado para o dia 25 de março.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem o nome do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), também bispo da Igreja Universal, como o novo ministro da Pesca . Com a indicação, o Palácio do Planalto estaria tentando blindar Haddad de ataques religiosos, bem como viabilizar uma aliança entre PT e PRB na sucessão da Prefeitura de São Paulo, com a eventual desistência da pré-candidatura do ex-deputado federal Celso Russomanno.

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Em conversa com jornalistas nesta tarde, Serra avaliou ainda que "seria surpreendente" se o governo federal também não agisse para impedir uma aliança entre PSDB e PSB em São Paulo. Isso porque o PSB integra a base de apoio da presidenta Dilma Rousseff (PT), mas, em São Paulo, compõe a administração do governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Seria surpreendente se eles fizessem o contrário, isso faz parte", disse o ex-governador.

O líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Orlando Morando, que participou da reunião, disse que a indicação do senador Marcelo Crivella para o Ministério da Pesca só irá se confirmar como uma intervenção do governo federal se o ex-deputado federal Celso Russomanno deixar a corrida eleitoral.

Debate

Serra disse que não foi comunicado pela direção municipal do PSDB sobre o pedido feito pelos demais pré-candidatos do partido para a realização de, pelo menos, dois debates antes da realização da eleição interna. Em carta aberta, José Aníbal e Ricardo Trípoli, que são pré-candidatos, criticaram o adiamento do processo de prévias, do dia 4 para 25 de março.

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Segundo Serra, a sua estratégia na pré-campanha é visitar os diretórios zonais do PSDB na capital paulista. O pré-candidato tucano antecipou que já projeta a sua equipe de campanha e avaliou como excelentes nomes o deputado estadual Orlando Morando, o secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, e o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. Os dois últimos abriram mão da pré-candidatura em favor de Serra.

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