Para receber ministros de Dilma, PT muda horário de festa

Objetivo é evitar críticas da oposição, que poderia alegar participação de ato partidário durante o horário de trabalho

Andréia Sadi, iG Brasília |

Convidados para a festa dos 31 anos do PT, ministros e assessores filiados do governo de Dilma Rousseff fizeram um pedido ao partido para que trocasse o horário do ato para depois do expediente. Inicialmente marcada para às 15 horas, o encontro começará às 17h30, na quinta-feira, no Teatro dos Bancários, em Brasília. Os ministros querem evitar desgaste e críticas da oposição de que estariam participando de ato partidário durante o horário de trabalho.

Agência Estado
Maria da Conceição Tavares, José Dirceu e Lula, em reunião no fim da década de 90 no Diretório Nacional do PT, onde acontecerá uma reunião antes da festa da sigla
O evento vai marcar a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos holofotes. Segundo petistas, Lula deverá discursar durante o ato. Antes da festa, o Diretório Nacional se reunirá. Tradicionalmente, a reunião petista dura cerca de dois dias e é precedida por um encontro da Executiva Nacional. Desta vez, ela não vai durar sequer um dia – ocupará somente a manhã do dia 10, enquanto a parte da tarde será dedicada à cerimônia que devolverá a Lula o título de presidente de honra do partido. Dilma Rousseff também foi convidada, mas não confirmou presença.

Para preservar a presidenta, pautas polêmicas deverão ficar de fora. O diretório deve confirmar a decisão da Executiva Nacional de adiar para depois de setembro o processo de escolha dos novos coordenadores dos setoriais petistas. Divididos por temas como reforma agrária, transportes e cultura, os setoriais são dominados hoje pelos movimentos sociais e se transformaram nos últimos espaços para os chamados radicais do PT.

Temas como a dívida de R$ 27 milhões herdada da campanha de Dilma também devem ser abordados superficialmente, na melhor das hipóteses. O aperto nas finanças, entretanto, se refletiu no formato do evento. A ideia é organizar um ato sem pompa, no teatro do Sindicato dos Bancários, em Brasília

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