Para paulistano, qualidade de vida piorou na capital, diz Ibope

Ao mesmo tempo, desconfiança no poder público cresceu. Segundo pesquisa, 30% consideram administração de Kassab "ruim ou péssima"

iG São Paulo |

Uma pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo ao Ibope divulgada nesta quarta-feira revela que, para paulistanos, a qualidade de vida na capital piorou. Ao mesmo tempo, a desconfiança no poder público cresceu. De acordo com a pesquisa, 30% dos entrevistados avaliaram a gestão de Gilberto Kassab à frente da cidade como "ruim ou péssim".

AE
Geraldo Alckmin, Guilherme Afif e Gilberto Kassab participam de abertura da programação de Natal em São Paulo, em 3 de dezembro de 2011

Foram entrevistados 1.512 moradores da capital paulista com 16 anos ou mais entre os dias 25 de novembro e 12 de dezembro de 2011. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa abordou 25 temas subjetivos, como sexualidade, espiritualidade, aparência, consumo e lazer, e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho.

De acordo com a Rede Nossa São Paulo, a avaliação do poder público municipal registrou queda acentuada. Quando questionados sobre a “atual administração municipal”, 30% a consideraram “ruim/péssima”. Em 2010, o número estava em 21%. Sobre a “subprefeitura da região”, 31% consideram “ruim/péssima”, contra 23% no ano anterior. Com relação à Câmara dos Vereadores, o percentual de avaliações “ruim/péssima” aumentou de 36% para 42%.

Questionados se gostariam de deixar a capital, 56% dos entrevistados afirmaram que, se pudessem, mudariam de cidade. No ano passado, esse número era de 51%. A nota geral para a qualidade de vida na cidade, contudo, apresentou leve queda e passou de 5,0 em 2010 para 4,9 em 2011.

A falta de segurança permanece no topo da lista das preocupações do paulistano. Entre os principais medos, “assalto/roubo” ficou em primeiro lugar, com 69% das respostas. Em 2010, o item estava em segundo lugar e tinha 59% das respostas. A preocupação com “atropelamentos” passou de 12% para 17%, de acordo com a pesquisa. A sensação de insegurança cresceu significativamente em São Paulo: em 2010, 24% consideravam a cidade “nada segura” para se viver. Em 2011, o número passou para 35%.

Serviços

O tempo médio de espera para atendimento de saúde diminuiu, mas permanece alto. Para a realização de consultas, a espera é de 52 dias. Em 2010, esse número era de 61 dias. Para a realização de exames, 65 dias (76 em 2010); e para procedimentos mais complexos, 146 dias (166 em 2010). No serviço privado de saúde, o tempo médio de espera para uma consulta é de 15 dias, para exames é de 17 dias e para procedimentos mais complexos, 39 dias.

O tempo médio de espera nos pontos de ônibus é de 22 minutos. Como a pergunta foi aplicada pela primeira vez neste ano, não há comparativo com os anos anteriores.

Das 25 áreas avaliadas pela pesquisa, 19 receberam notas abaixo da média, que é 5,5. As piores notas foram para as áreas “Desigualdade Social”, “Acessibilidade para Pessoas com Deficiência” e “Transparência e Participação Política”.

Desconfiança

Houve queda na confiança dos entrevistados com relação a todas as instituições e órgãos públicos apresentados no questionário, de acordo com a Rede Nossa São Paulo.

As instituições que mais obtiveram respostas positivas de índice de confiança foram os Bombeiros (86%), os Correios (81%), o Metrô (74%) e a Sabesp (70%).

Já as que mais receberam respostas de desconfiança foram Câmara dos Vereadores (69%), Tribunal de Contas do Município (63%), Prefeitura de São Paulo (64%) e Subprefeituras (59%).

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