Para OAB, Ajufe tenta desviar foco do debate sobre CNJ

Presidente da OAB disse que Ajufe faz "resistência corporativa" e ataca a Ordem para desviar debate sobre poderes do CNJ

Severino Motta, iG Brasília |

Agência Brasil
Presidente da OAB, Ophir Cavalcante
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, disse ao iG que não vai “entrar numa discussão menor” com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). A entidade sugeriu nesta terça-feira que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ampliasse suas atribuições e passasse a fiscalizar e punir não só magistrados, mas também advogados.

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Decisão sobre poderes do CNJ racha Supremo

“Isso é uma resistência corporativista da Ajufe para desviar o foco do cerne da questão, que são os poderes do CNJ, mas nós não vamos entrar numa discussão menor”, disse.

A proposta da Ajufe sobre a ampliação dos poderes do CNJ para fiscalizar também advogados foi feita após o anúncio, por parte da OAB, de um ato em favor dos poderes do Conselho Nacional de Justiça, marcado para o dia 31 de janeiro.

Ao iG o presidente interino da Ajufe disse que é preciso se fiscalizar os recursos da OAB, bem como dar ao CNJ a possibilidade de punir advogados que desviam sua conduta. Ophir, por sua vez, frisou que os recursos da Ordem são privados, provenientes da anuidade paga pelos advogados.

“Não há dinheiro público envolvido. Trazer esse tipo de tese é uma tentativa de desviar o foco. Além disso, se algum advogado desvia da conduta, temos o Tribunal de Ética e Disciplina para analisar o caso e punir, se necessário”.

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Ophir ainda disse que a realização de um ato em defesa do CNJ não é um desrespeito às decisões liminares do Supremo Tribunal Federal (STF), que num despacho do ministro Marco Aurélio Mello limitou os poderes do Conselho e, num do ministro Ricardo Lewandowski, suspendeu investigação no Tribunal de Justiça de São Paulo .

“A Ordem não desrespeita o STF, ela expressa o sentimento da sociedade, que quer uma Justiça mais rápida, transparente e republicana”.

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