Para o PT, fundações poderiam ajudar a discutir reforma política

Bancada firma posição para dar prioridade ao tema, mas reconhece necessidade de buscar um caminho para fazer a discussão

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Tema antigo nas discussões internas do PT, a reforma política é descrita como prioritária pelo partido. Tomando por base as discussões de um seminário realizado na segunda-feira e terça-feira, em Brasília, a bancada do PT na Câmara passou a investir no discurso de que é possível aprovar uma reforma ainda em 2011.

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Bancada elegeu tema como prioritário para 2011, apesar das dificuldades na articulação do assunto no Congresso
Segundo o líder do partido na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), uma opção possível é iniciar o debate pelas fundações partidárias, responsáveis pela elaboração dos programas dos partidos como, por exemplo, a Fundação Perseu Abramo (PT) e a Fundação Teotônio Vilela (PSDB).

Compostas na maior parte por intelectuais e formuladores teóricos, as fundações não estariam contaminadas pela rivalidade eleitoral. “Poderíamos iniciar o debate com um diálogo partidário e acertar primeiro as convergências”, disse Teixeira.

Os principais pontos defendidos pelo PT são a votação em listas fechadas para cargos legislativos e o financiamento público de campanha. De acordo com a proposta petista, cada partido seria responsável por elaborar uma lista de candidatos a, por exemplo, deputado federal, em cada Estado.

A propaganda eleitoral caberia ao partido, não ao candidato. Isso, segundo os petistas, viabilizaria o financiamento público das campanhas. De acordo com o PT, as principais vantagens do sistema são reforçar a fidelidade partidária, baratear as campanhas e melhorar a governabilidade.

Os críticos do sistema argumentam que o controle das candidaturas ficaria todo nas mãos dos dirigentes partidários, cerceando o acesso dos cidadãos comuns ao sistema eleitoral. O debate sobre o aprimoramento do sistema eleitoral acompanha o PT desde a fundação do partido mas se intensificou a partir de 2005, com o escândalo do mensalão. Para os petistas, a necessidade de dinheiro para fazer campanhas levou o partido a admitir a prática do caixa 2 eleitoral.

Além do voto em lista e do financiamento público, o PT defende a intensificação do uso de mecanismos de consulta popular, fortalecimento programáticos dos partidos e aumento da participação feminina como pontos da reforma política.

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