Papa aceita renúncia de bispo brasileiro que apoiou Dilma

Bento 16 aceita renúncia com base em artigo que prevê 'motivos de saúde ou por outra causa grave'

France Presse |

O Papa aceitou a renúncia de Luiz Carlos Eccel, bispo de Caçador (Santa Catarina, Brasil), que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff na eleição presidencial, anunciou nesta quarta-feira o Vaticano. Dilma foi criticada pela Igreja Católica por suas posições sobre o aborto.

Bento 16 aceitou a renúncia do bispo Eccel "em conformidade com o artigo 401 parágrafo 2 do Código de Direito Canônico", indicou o Vaticano em um comunicado. Esse artigo prevê a renúncia "por motivos de saúde ou por outra causa grave".

Alvo da Igreja católica por suas posições a favor da descriminalização do aborto, a candidata do Partido dos Trabalhadores se comprometeu a não modificar a legislação sobre o assunto.

Durante a campanha eleitoral, o bispo de Guarulhos (São Paulo) chegou a divulgar um manifesto contra Dilma Rousseff, a pessoa escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo, apresentando-a como "a candidata da morte".

Três dias antes do segundo turno, no dia 28 de outubro, Bento 16 disse, ao receber os bispos brasileiros, que os sacerdotes tinham "o dever de emitir um julgamento moral, mesmo na política", quando "os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem". As declarações foram recebidas no Brasil como um apoio implícito ao candidato tucano de oposição, José Serra.

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