Palocci falta a almoço de Dilma com senadores do PMDB

Presidenta afirmou que vetará anistia a produtores rurais, se a Casa não alterar o texto do Código Florestal que veio da Câmara

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, faltou hoje ao almoço da presidenta Dilma Rousseff com a bancada do PMDB no Senado. Em meio à crise aberta por causa da notícia que aumentou seu patrimônio por 20 em quatro anos, ele foi representado por Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência.

Além de Carvalho, também representou o governo Dilma o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Ele tem sido alvo de críticas por falta de trânsito junto às bancadas governistas no Senado. Oficialmente, a falta de Palocci foi justificada por conta de uma agenda com o ministro Nelson Jobim (Defesa).

Durante o almoço, Dilma afirmou que é preciso aumentar a frequência de encontros/almoços com a bancada. “Por falta de tempo, às vezes é difícil. Vamos tentar fazer esses almoços pelo menos duas vezes ao ano”, disse a presidenta, segundo relato do senador Waldemir Moka (PMDB-MS).

Ele negou que o encontro discutiu a nomeação de cargos em segundo escalão. Na segunda-feira, o iG informou que o PMDB vai manter a defesa se tiver em troca cerca de 50 cargos .

Pelo partido, foram os 17 senadores, exceto Jarbas Vasconcellos (PE), que é oposicionista, e Edison Lobão Filho (MA), que está passando por tratamento médico. Lobão Filho, porém, foi representado pelo pai, Edison Lobão, que é atualmente ministro de Minas e Energia e titular da cadeira no Senado.

Dilma ratificou que vetará anistia rural

Um dos assuntos tratados no encontro foi a votação do Código Florestal, que chegou ao Senado nesta semana depois de uma ala do PMDB ter colaborado para a derrota do governo na Câmara. Dilma voltou a declarar que, se o Senado mantiver a decisão da Câmara, recorrerá ao veto para cancelar a previsão de anistia a produtores que desmataram além do permitido por lei nos últimos anos.

Dilma disse estar preocupada com a repercussão internacional de uma legislação que cause danos no meio ambiente. “Ela, porém, reconheceu que o País é uma potência agrícola”, afirmou Moka, que defendeu o texto aprovado na Câmara.

Apesar da ameaça de veto, Luiz Henrique (SC), que deverá relatar o texto na Comissão de Comissão de Justiça (CCJ), afirma que Dilma mostrou disposição em manter um diálogo mais intenso sobre o tema. "Temos que garantir a floresta, mas também as obras de infraestrutura e a produção de alimentos."

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