Palácio terá mobiliário da época e peças exclusivas

Móveis assinados por designers estrangeiros dão espaço para material genuinamente brasileiro

Severino Motta, iG Brasília |

A Comissão de Curadoria presidida por Cláudio Soares Rocha, responsável pela ambientação do Palácio, buscou designers vivos que trabalharam junto com Niemeyer ou que fizeram projetos de móveis exclusivos para o Palácio do Planalto.

Lugares onde existiam cadeiras, sofás, mesas e escrivaninhas projetadas por estrangeiros e que não seguiam nenhum tipo de harmonização vão dar espaço para conjuntos assinados por Sérgio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Niemeyer.

“No Palácio quase tudo era estrangeiro e sem harmonização com a época de sua criação. O Palácio é um local onde deve se vender e mostrar o Brasil, por isso a Comissão de Curadoria definiu uma linha e só vai usar móveis assinados por brasileiros”, disse Cláudio.

Ele também está pesquisando o acervo de quadros da presidência. No gabinete de Lula deverá ser exposto um Di Cavalcanti (As mulatas), cada ministro do Palácio também será contemplado com uma pintura. No terceiro andar, onde está o gabinete presidencial, haverá uma galeria de arte atrás do corredor que separa o mezanino dos gabinetes.

O palácio também conta com um grande painel de Burle Marx no salão Oeste e quadros de Djanira (Os orixás, Colhendo bananas e Praia do Nordeste )no terceiro andar e na sala de audiências onde Lula recebe autoridades. No térreo será exposta a galeria dos presidentes.

A reforma também colocou para dentro das paredes toda a fiação que antes estava exposta para fornecer serviços de dados, informática e internet. No novo Palácio praticamente não se verá fios. Além de um sistema Wi-Fi os computadores serão do tipo “all-in-one”. Ou seja, o monitor abriga o computador, não há desktop, e os teclados e mouses serão sem fio para não destoar nas mesas de madeira nobre maciças.

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