Paim abre dissidência em bancada do PT no Senado

Um dia antes da votação na Casa, bancada petista se reunirá para debater tema; Paulo Paim apresentará emenda contrária ao governo

Agência Brasil |

Os ministros envolvidos nas negociações com o Congresso do projeto que estabelece as regras para correção do salário mínimo até 2015 e o valor de R$ 545, para 2011, participarão na terça-feira (22) de uma reunião da bancada do PT. A intenção do senador Paulo Paim (PT-RS) é apresentar uma emenda para a antecipação de 2,75%, neste ano, aos aposentados e pensionistas da Previdência Social. Esse seria parte do reajuste em 2012, que pode ser acima de 12% pelas regras estabelecidas.

Agência Brasil
Senador Paulo Paim pretende apresentar emenda contra fator previdenciário
Paim disse que defenderá na bancada e aos ministros que além da antecipação, o Senado promova ações paralelas que garantam aos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) rendimentos melhores. Segundo ele, é importante que o Executivo e o Congresso se comprometam com o fim do fator previdenciário, por exemplo.

Ele questionou também a discrepância entre os regimes de aposentadoria dos servidores públicos e os vinculados ao RGPS. “Como é que pode um ministro, um parlamentar ou um servidor se aposentar com um teto salarial de R$ 30 mil e quem contribui pelo teto da Previdência receber uma aposentadoria de R$ 3,5 mil?”. Na reunião de terça-feira ele pretende apresentar essa questão para ser debatida.

À Agência Brasil Paulo Paim negou que tenha recebido qualquer pressão do governo ou pedido da bancada de seu partido para que recue de sua posição. Já em seu rápido discurso em plenário, o parlamentar afirmou que “ninguém é dono da verdade”.

Ontem, o líder do PT no Senado, Humberto Costa disse que procurará Paim para tentar convencê-lo a não apresentar a emenda. Segundo o líder, os senadores do PT têm sido prestigiados pela presidenta Dilma Rousseff e o senador, por exemplo, foi escolhido pelo partido para presidir a Comissão de Direitos Humanos do Senado. Agora, na opinião do líder, é hora de Paim responder com reciprocidade.

“Dentro do partido nós temos trabalhado para ter um amplo reconhecimento dos senadores que compõem nossa bancada. O senador Paim não é exceção. Agora, o ônus e o bônus são iguais para todos os senadores do PT. Se alguém sofre um ônus com isso, todos sofrem também”, disse Costa sobre a votação no valor de R$ 545 para o mínimo.

    Leia tudo sobre: paulo paimptsenadosalário mínimo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG